Suzana Garcia revela que sofreu aborto há uma semana

Suzana Garcia desfaz-se em lágrimas quando relembra os momentos que não partilhou com o pai e revela, em direto, ter sofrido de um aborto recentemente. Este não é o primeiro, há dois anos a advogada tentou engravidar mas não conseguiu.

Suzana Garcia revela que sofreu aborto há uma semana

Suzana Garcia desfaz-se em lágrimas quando relembra os momentos que não partilhou com o pai e revela, em direto, ter sofrido de um aborto recentemente. Este não é o primeiro, há dois anos a advogada tentou engravidar mas não conseguiu.

Suzana Garcia foi a convidada de Júlia Pinheiro no programa das tardes da SIC desta sexta-feira, dia 15 de janeiro, e revelou, em direto, ter sofrido um aborto há uma semana. Emocionada, a advogada relata o que aconteceu e recorda a morte do pai e as saudades que sente do progenitor.

“Sim, eu gostava de ser mãe”, disse, para logo a seguir confessar ter sofrido um aborto há dois anos. “Correu mal e eu não quero mitigar isso. Eu estou saturada de as pessoas não falarem das coisas que são importantes. […] Fiquei grávida, tive um aborto… não há drama nenhum com isso”, confessou, com a lágrima no canto do olho.

Mas as revelações não se ficaram por aqui. Recentemente, o mesmo voltou a acontecer. Suzana estava grávida e acabou por abortar. “Há uma semana, fui fazer a segunda ecografia, no mesmo dia que a minha prima, que tem menos dez anos que eu, e tivemos o mesmo diagnóstico. Não havia embrião, tinha deixado de se desenvolver”, relatou.

Contudo, considera-se uma “mulher forte.”  “Se eu não tiver filhos, não vou ser uma infeliz”, esclareceu.

Ainda, durante o tempo de antena, Suzana Garcia fez um alerta para a importância do tema aborto. Segundo a advogada é importante demonstrar às mulheres e aos homens que “isto acontece e é comum acontecer.” Na opinião da ex-comentadora do “Você na TV!” se este assunto for desmistificado, a mulher deixa de se culpar. “Ficamos sempre a pensar. Será que foi porque comi uma papaia ou porque fui ao ginásio? É ridículo, não é? Mas sim, a papaia pode ser abortiva. Será que…? E pensamos nisso porque temos uma cultura judaico-cristã… no caso das mulheres é um peso grande e nos homens, porque também afeta um homem”, defende.

Pai de Suzana Garcia “morreu em menos de um mês”

Outro tema abordado durante o programa “Júlia” da SIC foi a morte do pai de Suzana Garcia. A advogada contou que a altura em que terminou a licenciatura foi a pior da sua vida: “O momento do final do meu curso, que eu sempre pensei que ia ser o momento de maior felicidade, foi o mais trágico da minha inteira existência.”

“Não pude comemorar com o meu pai e isso foi muito difícil porque o meu pai morreu com cancro de estomago fulminante, em menos de um mês”, explicou.

Para Suzana, o progenitor foi sempre o “porto de abrigo” e a ideia de ele não estar presente assustou-lhe. “Não sabia como ia ser… E eu tive medo, muito medo… de tudo, como qualquer pessoa que perde o pai nessa faixa etária”, acrescentou.

E, mais do que as saudades que ficaram do pai, foram os momentos que Suzana Garcia não conseguiu partilhar com ele. “Tive pena, porque por tudo o que ele tinha feito, merecia ter me visto chegar onde cheguei, tenho pena de o meu pai não me ver a licenciar, quando comprei a primeira casa, de abrir a casa com chave e ele não estar ali… tenho pena de fazer um jantar e não convidar os meus pais”, confidenciou, reforçando que fez “as pazes com Deus nessa matéria.”

Em jeito de conclusão, Suzana Garcia afirmou: “Mas conclui que quando nos amamos devemos deixar partir. Eu sei que o meu pai não iria gostar de se ver na decrepitude da doença e amar, de facto é isso, eu saber que vou ficar com essa dor […] e deixá-lo ir.”

Faculdade sem namorados

Enquanto falavam do percurso académica de Suzana Garcia, e das várias línguas que aprendeu, como chinês, árabe e espanhol, Júlia Pinheiro questiona quando é que a advogada tinha tempo para se divertir.

“Isto era tudo super divertido”, atirou, soltando risos à apresentadora, que perguntou, logo de seguida, se a advogada não namorou na universidade. Para a advogada, os seus colegas, na altura, não eram “propriamente homens extraordinários”, rematou.

Texto: Carolina Sousa; Fotos: Reprodução SIC e redes sociais

 

 

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