Sofia Alves lembra doenças graves, carta do Papa e milagre em Fátima

Sofia Alves esteve no “Alta Definição” e recordou vários momentos da vida: a infância, a morte da avó e as doenças que quase lhe tiraram a vida. Atriz diz que tudo isso aumentou a sua fé em Deus.

Sofia Alves lembra doenças graves, carta do Papa e milagre em Fátima

Sofia Alves esteve no “Alta Definição” e recordou vários momentos da vida: a infância, a morte da avó e as doenças que quase lhe tiraram a vida. Atriz diz que tudo isso aumentou a sua fé em Deus.

Sofia Alves esteve no “Alta Definição” na tarde deste sábado, 20 de fevereiro, e abriu o coração para falar do passado. A atriz, que regressa ao pequeno ecrã já na próxima segunda-feira, 22, como protagonista da novela “A Serra”, na SIC, recordou os vários problemas de saúde graves que teve ao longo da vida, falou do marido e ainda da fé e do milagre que viveu no Santuário de Fátima.

A viver em Viseu há vários anos, Sofia Alves revelou que este amor pelo campo lhe foi transmitido pela avó. “Ela tinha uma quinta em Mora, no Alentejo. Para mim, é essencial este contacto com a terra”, disse. “A minha avó era sábia. Ensinou-me a rezar, a amar, a respeitar, a ter vontade de querer trabalhar na terra, ensinou-me o contacto com as coisas simples”, contou.

“Era uma mulher muito forte. Partiu varias vezes a mesma perna e era uma força da natureza. Foi a mulher que mais me soube transmitir o que é o amor“, disse, revelando que tinha 21 anos, quando a avó morreu: “Ela esteve muito tempo internada no hospital de Évora. Eu ia vê-la, dava-lhe a comida à boca e ela ficava à espera que eu a penteasse“.

Sofia Alves diz que viveu um milagre em Fátima

A atriz falou ainda sobre religiosidade. “Não há nada que eu faça na vida sem consultar Deus. A não se explica, sente-se. É uma voz interior que eu ouço, é uma forma de ter certezas, cada pessoa tem a sua forma se sentir, e esta é a minha”, referiu, contando a experiência surpreendente que viveu em Fátima, em 2010, quando o Papa Bento XVI visitou o santuário.

“Foi maravilhoso, foi o momento mais marcante da minha vida e onde se dá o milagre. Nessa semana, estivemos em Fátima, eu, o meu marido e os meus sogros. Fui pelo lado histórico, pela devoção, não propriamente pela simpatia pelo Papa Ratzinger”, começou por dizer.

“Quando nós estamos à espera dele, dá-se uma atmosfera mística e toda a gente teve a sensação que havia algo no ar mais forte do que nós. Eu não estava preparada emocionalmente para aquele momento. Passada meia hora, o papa entra no papamóvel, vai à capelinha e foi um momento de silêncio. Foi o momento em que eu revi a minha vida toda, como se estivesse a ver um filme. Consegui ver a luz. Era assustador sentir-me tão vulnerável e tão arrebatada. Queres por a razão a funcionar, mas há algo mais forte do que tu. Foi o avivar da minha fé, foi um novo batismo. Senti que me encontrei”, afirmou.

Depois deste momento, Sofia Alves escreveu uma carta ao Papa. “Tive necessidade de lhe escrever, de lhe contar o que se passou comigo. Eu sempre soube que ele me ia responder, sempre soube. E uns sete ou oito meses depois, respondeu-me”, contou a Daniel Oliveira. “Tenho a carta religiosamente guardada, não vou revelar o conteúdo, mas foi pessoal. Ter uma resposta daquele homem, que significa tanto para mim, foi algo absolutamente fascinante”, disse ainda.

A hepatite, a surdez e o cancro

Nesta conversa, Sofia Alves recordou ainda os vários problemas de saúde que teve ao longo da vida e que reforçaram ainda mais a sua fé em Deus. “Aos dois anos, tive uma doença e os médicos diziam que não havia hipótese nenhuma de sobrevivência. Foi um período negro na vida dos meus pais. Eu tinha febres altíssimas, convulsões, depois apanhei hepatite“, contou. “Foi numa Urgência, no hospital, que eles encontram uma médica que lhes disse que sabia o que eu tinha e que me ia salvar. Houve ali a mão de Deus

“Dos cinco para os seis anos, perdi a audição. Lembro-me de umas palmadas que levei por acharem que era desobediência e isso marcou-me. Quando deram conta, foram a correr à procura de um especialista e era um valor incalculável. Mesmo com a ajuda dos amigos, não havia dinheiro para pagar”, disse, sublinhando que aquele homem foi o seu “anjo da guarda“. “Esse médico disse ‘ela não vai deixar de ser operada e ficar surda, porque vocês não têm dinheiro. Eu vou operá-la’. E salvou-me”.

Tal como escreve a Nova Gente, foi em 2013 que Sofia Alves foi diagnosticada com um cancro. “É nessas alturas que vais buscar a fé para saber lidar com aquilo, para pedir ajuda, para pedir a vida, pedir mais algum tempo. É Deus que me pode salvar e é e lá que eu vou pedir”, disse, falando ainda da importância do marido em todo o processo: “Ele deu-me a notícia e disse ‘vamos ultrapassar isto, vamos ser fortes‘”.

Texto: Patrícia Correia Branco; Fotos: D.R.

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