Sexóloga explica-lhe como apostar em novas formas de sedução na quarentena

Paciência e comunicação são os principais ingredientes para um casal sobreviver à pandemia Covid-19. Mas há muito mais a fazer e Maria do Céu Santo explica.

Sexóloga explica-lhe como apostar em novas formas de sedução na quarentena

Sexóloga explica-lhe como apostar em novas formas de sedução na quarentena

Paciência e comunicação são os principais ingredientes para um casal sobreviver à pandemia Covid-19. Mas há muito mais a fazer e Maria do Céu Santo explica.

Assuntos sobre sexologia são com Maria do Céu Santo. Mãe de dois filhos e com mais de 40 anos de carreira, a especialista em Ginecologia e Obstetrícia falou com a NOVA GENTE, sem papas na língua, sobre um dos grandes problemas dos casais em plena quarentena, devido à Covid-19: sexo, desejo sexual e sedução.

«São muitos os casais que se questionam sobre relações sexuais numa altura em que a Direção-Geral de Saúde alerta diariamente para o isolamento social, para a distância e afastamento. Numa casa onde vivem duas pessoas – ou mais, se houver crianças – torna-se muito difícil não haver qualquer toque. É quase inevitável manter um casal fechado numa casa sem fazer nada», começa por dizer-nos.

«O stress e pressão tomam conta das pessoas… Ninguém está treinado para estar todos os dias, 24 sob 24 horas, juntos. Das duas uma: daqui a nove meses, ou engravidam ou divorciam-se», afirma entre risos. «Há que aproveitar este momento complicado para refletirmos sobre as relações, a união e partilha. Há casais que passam anos sem se seduzirem, sem se redescobrirem um ao outro. Esta é uma excelente oportunidade para o fazerem, mas de forma diferente. Claro que o ideal é isolarmo-nos, esse é o principal fator de sucesso, esse e lavar as mãos, entre todos os outros cuidados já divulgados. Mas se houver sexo, apostem numa posição com menos riscos, como de costas, por exemplo», explica Maria do Céu Santo, enumerando algumas dicas de sedução.

Esta é uma fase «difícil sem abraços», para a especialista, que recomenda troca de olhares e palavras, em vez de beijos, já que são um dos maiores meios de transmissão do coronavírus. «Os afetos mudaram, mas esta é uma fase passageira. Por isso, há que manter a chama acesa e reinventar! Esta situação vai mudar o Mundo! Tudo o que é proibido provoca o aumento do desejo. Deixem-se levar por isso.»

«Esqueçam estar o dia todo de pijama!»

Maria do Céu Santo relembra que este afastamento social «é temporário» e há que manter as rotinas das pessoas. «Esqueçam estar o dia todo de pijama! Levantem-se, tomem um banho e arranjem-se. Não há desculpas para se desleixarem… Façam isso por vocês e pelo parceiro! Cozinhem a dois, não deixem de falar com os amigos pelo Skype ou outro dispositivo, façam jantaradas todos por videochamada…»

Muita paciência, flexibilidade, compreensão e comunicação são ingredientes fundamentais para manter uma relação saudável, segundo a especialista.

Maria do Céu Santo aproveitou ainda, nesta conversa, para elogiar a população portuguesa. «Confesso que fiquei surpreendida com as pessoas, nunca pensei ver tantas ruas vazias, parques e outras zonas turísticas. Nos próprios hospitais respeitam a indicação de não ir a correr às urgências em vão.»

O risco do aumento da violência doméstica

Dizem que o sexo é o melhor remédio para a saúde em geral. E que a falta dele destrói muitas relações. Isto, porque, em muitos casais, é o homem que tem mais desejo sexual e, se a mulher não quiser, eles ficam com mau humor.

Estar em quarentena sem relações sexuais pode piorar a situação de muitos casais. Maria do Céu Santo explica porquê. «Quando os homens não têm sexo ficam mais irritantes e com muito mau feitio. Os níveis de testosterona nos homens são muito mais elevados do que nas mulheres e há muitos deles que têm mais sensibilidade a essa hormona», afirma.

«Já foi divulgado algo que me preocupa: o risco do aumento da violência doméstica. Mas isso não tem só a ver com sexo. A convivência diária das pessoas fechadas em casa 24 horas por dia causa stress, ansiedade e a falta de paciência leva a discussões, que, por sua vez, afasta cada vz mais o casal… É um ciclo vicioso que depende do esforço de cada pessoa continuar com ele ou não.»

Texto: Filipa Rosa

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