Serginho quebra silêncio sobre saída da TVI e acusa Felipa Garnel de bullying

Serginho rompeu o silêncio sobre o seu afastamento da TVI e aponta o dedo a Felipa Garnel, que era a Diretora de Programas do canal, durante o período em que diz ter sofrido “bullying” na estação de Queluz de Baixo.

Serginho quebra silêncio sobre saída da TVI e acusa Felipa Garnel de bullying

Serginho quebra silêncio sobre saída da TVI e acusa Felipa Garnel de bullying

Serginho rompeu o silêncio sobre o seu afastamento da TVI e aponta o dedo a Felipa Garnel, que era a Diretora de Programas do canal, durante o período em que diz ter sofrido “bullying” na estação de Queluz de Baixo.

Serginho foi implacável contra Felipa Garnel. Em conversa com Marta Cardoso, no podcast “Maluco Beleza”, o guionista abriu o jogo sobre o “bullying” que diz ter vivido na TVI enquanto a apresentadora detinha o cargo de Diretora de Programas do canal e apontou o dedo à na altura responsável da estação, acusando-a de ter corrido com ele da coordenação de um programa e da antena sem justificação “absolutamente alguma”.

Serginho começou a conversa desmentindo que tenha deixado a TVI por causa de uma depressão, como se escreveu na altura em alguma imprensa. “É completamente errado”, assegurou. “A TVI é uma empresa para a qual eu trabalhei, como já trabalhei para a SIC e como já trabalhei para a RTP. Acontece eu ter estado muito mais tempo na TVI nos últimos anos. Sempre a recibos [verdes], tenho de o dizer. Eu não era funcionário do canal. Estar na TVI, como estar na RTP, como estar na SIC ou como estar numa produtora externa, como estou agora, para mim, era apenas um trabalho”, disse.

O guionista fez, depois, um enquadramento. “Eu saio da antena quando entra alguém na TVI –  estamos a falar de agosto de 2019 – e me diz: ‘Olá. Olha, para já, vou tirar-te da coordenação e, depois, vou tirar-te da antena’”, contou, revelando que estas palavras lhe foram ditas por “uma pessoa de poder”. Confrontado por Marta Cardoso, assumiu que a pessoa em questão “se chama Felipa Garnel”.

“Depois, até me tratou bem, quando eu tive a depressão. Ligou-me a dizer ‘Quero ver-te bem. Gosto muito de ti’. Mas, naquele dia, disse-me: ‘Vou tirar-te da antena e vou tirar-te da coordenação’. Eu gosto muito pouco que corram comigo e nunca permiti que isso acontecesse. No dia a seguir a terem-me dito ‘vou tirar-te da antena’, já não fiz crónica”, continuou, referindo-se à “Crónica Social” do extinto matutino “Você na TV!”, na altura já apresentado por Maria Cerqueira Gomes e Manuel Luís Goucha.

“Na altura, até disse à minha ex-coordenadora: ‘Vocês queriam-me fod*r. Eu fod*-vos primeiro’. Vamos cá ser muito honestos. Mas eu saí da crónica de consciência tranquila. Tinha feito um bom trabalho”, defendeu, contrapondo, no entanto, com uma dura acusação: “Sofri de bullying”. Aliás, Serginho fez questão de sublinhar que Marta Cardoso conhecia esta realidade: “Tu sabes. Tu chegaste a dizer-me: ‘Vê lá se queres ir embora e eu empresto-te dinheiro para tu sobreviveres, enquanto não arranjares outro trabalho’.” A apresentadora anuiu com a cabeça.

“Saio da TVI em lágrimas, porque estava muito deprimido”

“A sofrer de bullying”, Serginho começou “a andar com o carro aos ziguezagues e coisas do género” quando foi a “uma consulta de psiquiatria”. Resultado: “a psiquiatra dá-me uma baixa psiquiátrica com caráter de urgência”. “No dia a seguir, vou à entidade para qual eu colaborava a recibos verdes e fui ter com uma diretora para lhe dizer: ‘Eu não estou em condições. A médica não quer que eu venha trabalhar’. E a resposta foi: ‘Eu não sei porque é que estás aqui. Eu, se fosse a ti, ia-me embora’”, relatou.

“Portanto, eu saio da TVI em lágrimas, porque estava muito deprimido e porque estava a ser vítima de bullying há sete meses por aquela marreca que não distingue o pé esquerdo do pé direito e, ao mandar um e-mail a dizer ‘ok’, demora 20 minutos a carregar no ‘send’ [‘enviar’]”, ironizou ainda Serginho.

Serginho diagnosticado com transtorno

“Obrigado a ir para casa” por motivos de saúde, o guionista mudou, entretanto, de psiquiatra, a conselho de um amigo, porque este “achava que a recuperação estava a ser demasiado lenta”. “No primeiro dia” em que o novo psiquiatra o vê, logo surgiu um diagnóstico. “Você tem ciclotimia há já muitos anos e é uma coisa crónica”, disse-lhe o profissional de saúde.

Mas o que é uma ciclotimia? Serginho explicou a Marta Cardoso “Encaremos um copo cheio. O copo cheio é bipolaridade. A ciclotimia é muito mais fraco. Mas todos nós temos, de alguma forma, distúrbios mentais. Eu não tenho uma doença. É um distúrbio”, ressalvou. O transtorno ciclotímico “faz com que eu seja intempestivo: ora estou muito alegre, ora estou muito deprimido, ora estou muito bem a falar contigo como, de repente, deixo de falar contigo”, explicou ainda, acrescentando que a ciclotimia “tem que ver com composto químicos que se tem a mais ou a menos e que têm de ser controlados com estabilizador de humor”.

“Ninguém me despediu, ninguém correu comigo”

Serginho acabou por sair da TVI. “Não fechei porta alguma. Saí, naturalmente. Despedi-me da minha equipa e disse: ‘Levo-vos no coração’. Ainda hoje, de vez em quando, ligam-me para irmos almoçar. Portanto, não bati em ninguém, ninguém me despediu, ninguém correu comigo, atenção. Saí pelo meu próprio pé, porque precisava de novos desafios”, defendeu.

Na mesma conversa, o guionista fez questão de salientar que “tudo isto” que disse ter acontecido na TVI é “pré-Cristina” Ferreira. “Nem se sabia sequer que a Cristina ia para a TVI”, desta vez como acionista da Media Capital e Diretora de Entretenimento e Ficção da estação.

Atualmente, Serginho continua “a fazer aquilo que sempre” fez: “A minha profissão, desde 1998, é ser guionista”. Neste momento, é um dos responsáveis pelo argumento de “Patrões Fora”, sitcom que a SIC transmitiu até recentemente nas noites de sábado e cujo regresso já está assegurado.

A TV 7 Dias tentou contactar Felipa Garnel, a fim de obter uma reação às declarações de Serginho. Contudo, tal não se verificou possível até à publicação deste artigo.

Texto: Dúlio Silva; Fotos: Arquivo Impala e reprodução redes sociais

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