Santamaria. Filipa Lemos assume culpa pela morte do irmão

Filipa Lemos, vocalista dos Santamaria, foi convidada da emissão desta terça-feira de “Goucha” e falou com o apresentador sobre a morte do irmão, Tony Lemos.

Santamaria. Filipa Lemos assume culpa pela morte do irmão

Santamaria. Filipa Lemos assume culpa pela morte do irmão

Filipa Lemos, vocalista dos Santamaria, foi convidada da emissão desta terça-feira de “Goucha” e falou com o apresentador sobre a morte do irmão, Tony Lemos.

Três meses depois da morte do músico dos Santamaria Tony Lemos, a irmã esteve à conversa com Manuel Luís Goucha sobre a tragédia que abalou a família. O músico dos Santamaria sofria de depressão e acabou por pôr termo à vida no dia 3 de outubro do ano passado, deixando familiares e amigos devastados.

Filipa Lemos revelou agora que o “sentimento de culpa” vai estar sempre presente por não ter percebido o que se passava com o irmão. “A culpa é um sentimento que vai estar comigo para sempre. Não que sinta que lhe falei mas, depois disto, acho que a nossa família tem esse sentimento de culpa porque não conseguimos ver e fazer algo para poder ajudar.”, começou por dizer, no programa da TVI “Goucha”, referindo que “sobrevivência” é a palavra que melhor descreve a forma como tem lidado com a morte do irmão.

Tony Lemos sofria de depressão desde 2017, ano em que se separou da ex-companheira. Segundo Filipa Lemos, o artista nunca conseguiu superar a separação e, com a pandemia da COVID-19, a situação depressiva do irmão agravou-se.

“Estava longe de imaginar o que aconteceu dia 3 de outubro. Há um dia em que ele me liga e percebo que estava num dia mau, também por causa da pandemia. O nosso mundo, ligado às artes, bloqueou, foi suspenso. Ele não se resolveu bem da relação e com outros sentimentos dele. A pandemia não ajudou e tinha dificuldade em expressar aquilo que sentia”, disse, emocionada.

“Não consigo perceber em que é que ele pensou naquele dia, isso inquieta-me”, afirmou ainda, para depois revelar que os pais estão a sofrer muito com a perda do filho, de 48 anos. “O meu pai sofre de forma mais calada, a minha mãe ainda está na fase de muita revolta. É revoltada por não perceber, tal como eu não percebo”, findou.

Texto: Mafalda Mourão; Fotos: D.R. e Arquivo Impala

 

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