Primo teme reação de Rogério Samora caso acorde do coma

Rogério Samora luta pela vida há cerca de um mês e o primo, Carlos, tem medo que este recupere e fique com sequelas permanentes. “Ele não vai querer viver incapacitado”, afirma.

Primo teme reação de Rogério Samora caso acorde do coma

Rogério Samora luta pela vida há cerca de um mês e o primo, Carlos, tem medo que este recupere e fique com sequelas permanentes. “Ele não vai querer viver incapacitado”, afirma.

Rogério Samora continua com prognóstico reservado e o seu estado de saúde é muito grave. O primo, Carlos Samora, mantém a esperança na recuperação do ator, no entanto, tem medo da sua reação ao acordar e perceber que pode ficar com sequelas permanentes. “Está tudo na mesma. Não está fácil, já passou muito tempo, mas vamos ser otimistas. Enquanto os médicos nos continuarem a dizer que a recuperação é possível, temos de acreditar e manter a esperança”, começou por dizer a uma revista semanal.

Apesar do desejo de ver Rogério Samora ficar melhor, Carlos confessa ter receio do que possa estar para vir: “Acho que ele não vai querer viver incapacitado. Da forma como o conheço, se isso acontecer, vai ser de uma revolta enorme e vai ser muito complicado”.

Médico explica como será a recuperação de Rogério Samora

Rogério Samora está em coma há mais de um mês e, caso recupere, tem pela frente uma longa jornada. De acordo com o neurocirurgião Bruno Lourenço Costa, o caso do ator “é uma situação grave e temos de apontar sempre para um tempo de recuperação longo”. O clínico explicou à TV Guia que, nestes casos, é sempre necessário “que seja capaz de respirar sozinho, de uma forma eficaz”. E acrescenta: “A circulação também tem de funcionar da mesma forma eficaz. Estando as funções vitais restabelecidas, existem condições para sair do coma e avançar para uma vida autónoma”.

O médico sublinha ainda que a recuperação física também não será fácil. “Um mês nos cuidados intensivos, ventilado, em coma, por si só produz algumas alterações: muita perda de força muscular, as pessoas não conseguem caminhar sozinhas… Mas são consequências que revertem”, diz, acrescentando: “É um trabalho extremamente exigente. Tem de se contar com um ano ou mais. É sempre muito tempo.”

Texto: Patrícia Correia Branco; Fotos: Impala

 

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