Pipoca Mais Doce perdeu irmão num acidente de viação: «É de uma tristeza que não se pode imaginar»

A Pipoca Mais Doce ainda hoje chora a morte do irmão, Tiago, que foi vítima de um grave acidente de viação em 1999. «Vejo como os meus pais envelheceram dez anos», lamenta.

Pipoca Mais Doce perdeu irmão num acidente de viação: «É de uma tristeza que não se pode imaginar»

Pipoca Mais Doce perdeu irmão num acidente de viação: «É de uma tristeza que não se pode imaginar»

A Pipoca Mais Doce ainda hoje chora a morte do irmão, Tiago, que foi vítima de um grave acidente de viação em 1999. «Vejo como os meus pais envelheceram dez anos», lamenta.

Ana Garcia Martins, mais conhecida por Pipoca Mais Doce, é amada e odiada por muitos cibernautas e espectadores do Big Brother. Mas os mais distraídos nem imaginam a história de tragédia que a comentadora do reality show da TVI escondeu durante anos.

Tinha apenas 18 anos quando perdeu o irmão, Tiago, dois anos mais velho. Nas redes sociais, Pipoca abordou o assunto, há uns anos, e desabafou com os fãs.

«Cá em casa não se fala muito nele. É normal, acho que ainda está tudo um bocado em estado de choque, mesmo que tenham passado sete anos [o acidente ocorreu em 1999]. Para mim, foi ontem que o telefone nos acordou às três da manhã, que a minha mãe desatou aos gritos, que o meu pai se voltou a deitar, sem dizer nada, e que eu fiquei ali, de pé no quarto dos meus pais, sem saber qual deles atender primeiro», começou por escrever a ex-jornalista.

Pipoca não esquece as imagens do acidente
A dura realidade marcou a vida de Pipoca, que não esquece o que viu no dia do acidente que vitimou o irmão mais velho, destruindo a sua família.

«Lembro-me perfeitamente de as pessoas nos entrarem em casa madrugada fora, das cenas de gritos e choro, de eu adormecer e acordar cedo a pensar que tinha sonhado. De saltar da cama, de perceber que era mesmo a sério, de ir ao sítio do acidente e aí, sim, deparar-me com a realidade e com a irreversibilidade da coisa. Um carro completamente destruído, toda a gente a agarrar-me. Deviam estar com medo que me desse uma coisinha má e eu caísse ali redonda, mas eu só queria ver», recordou.

«Tenho medo de me ir esquecendo das feições, da maneira de ser. Às vezes olho-me ao espelho e fico assustada com semelhanças que nunca tinha visto antes. O que aconteceu é de uma tristeza que não se pode imaginar. Vejo como os meus pais envelheceram dez anos, como perderam tanta alegria e consome-me saber que terão de viver com aquela dor para sempre. Não há injustiça maior», lamentou.

 

Texto: Filipa Rosa; Fotos: Instagram

 

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