Médicos tomam medidas extremas para salvar Maria João Abreu

Perante o quadro clínico “muito grave” de Maria João Abreu, os profissionais de saúde que acompanham a atriz tiveram de recorrer a um procedimento extremo para permitir o controlo da hemorragia provocada pelo aneurisma.

Médicos tomam medidas extremas para salvar Maria João Abreu

Perante o quadro clínico “muito grave” de Maria João Abreu, os profissionais de saúde que acompanham a atriz tiveram de recorrer a um procedimento extremo para permitir o controlo da hemorragia provocada pelo aneurisma.

Maria João Abreu sentiu-se mal na passada na passada sexta-feira, 30 de abril, na sequência de uma rotura de um aneurisma. A atriz encontra-se, desde então, internada no Hospital Garcia da Orta, em Almada. Sabe-se, agora, que o rosto da SIC tinha, afinal, não um, mas dois aneurismas, uma revelação feita pelo amigo e colega de profissão João de de Carvalho.

A atriz, de 57 anos, continua sem apresentar alterações significativas no seu estado de saúde e os próximos dias vão ser cruciais para avaliar as sequelas deixadas pela hemorragia cerebral.

«Tiveram de retirar o osso do crânio»

Neste momento, o quadro clínico da artista “é muito grave“. Os médicos tiveram de tomar medidas extremas para controlar a hemorragia no cérebro. “Tiveram de retirar o osso do crânio para fazer a descompressão da hemorragia”, adianta fonte hospitalar ao Correio da Manhã.

Segundo o médico especialista Neurocirurgia Vascular e da Base do Crânio, Bruno Lourenço Costa, revelou àquele jornal diário, este é um procedimento extremo. “É um tratamento de fim de linha. Na craniectomia descompressiva, é retirada uma parte do crânio para que o cérebro não continue apertado. Esse tratamento é o último recurso para tratar a pior consequência de um aneurisma que não responde aos medicamentos”, explica.

Dois dias depois de ter dado entrada no hospital, Maria João Abreu sofreu um AVC hemorrágico e, desde então, está em coma induzido. No entanto, esta situação não se poderá arrastar por mais tempo. “Normalmente, o coma induzido não se deve estender para lá de uma semana. O que pode acontecer é retirar-se os medicamentos que estão a induzir o coma e o paciente não recuperar. E aí significa que existe uma lesão gravíssima“, explica ainda o médico.

Texto: Inês Neves; Fotos: reprodução Instagram

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