Manuel Luís Goucha: «Vejo-me nas manhãs, nas tardes, nas noites, nas madrugadas…»

Manuel Luís Goucha faz mistério sobre a ida para as tardes da TVI. Nos Troféus Impala de Televisão 2019, o apresentador assumiu a fragilidade do canal e mostra-se disponível para qualquer ‘tarefa’.

Manuel Luís Goucha: «Vejo-me nas manhãs, nas tardes, nas noites, nas madrugadas…»

Manuel Luís Goucha faz mistério sobre a ida para as tardes da TVI. Nos Troféus Impala de Televisão 2019, o apresentador assumiu a fragilidade do canal e mostra-se disponível para qualquer ‘tarefa’.

O riso toma conta de Manuel Luís Goucha sempre que é questionado sobre a sua mudança para as tardes da TVI. «Têm de perguntar à Felipa Garnel, a nossa diretora de programas», defende-se. Porém, o apresentador não nega essa possibilidade e isso ficou claro, domingo à noite, 8 de setembro, quando recebeu o prémio de Melhor Apresentador, na categoria Entretenimento, nos Troféus Impala de Televisão 2019, gala que decorreu no Cinema São Jorge, em Lisboa.

«Vejo-me nas manhãs, nas tardes, nas noites, nas madrugadas… Quer dizer, nas madrugadas, não. Sou um homem da manhã, não se esqueçam disso. São 30 anos a levantar-me às 6», começou por dizer, acrescentando: «Ainda estamos em 2019. Acredito que 2020 seja um grande ano mas, como sabem, estas coisas podem mudar com fatores novos. Eu acredito em 2020, porque é 20 e 20, gosto do número e há uma nova direção».

Assumindo que as tardes não são um horário propriamente desconhecido, até porque já substituiu várias vezes Fátima Lopes, Manuel Luís Goucha admite que a troca não o incomoda. «Não sei, já troquei e dei-me bem. Tem de perguntar à Felipa Garnel se isso vai acontecer», afirma.

Quanto à possibilidade de conduzir sozinho um programa, o apresentador refere: «Eu gosto de trabalhar sozinho e em dupla. Trabalhei com duas duplas – com a Sónia Araújo não posso considerar dupla porque não tinha essa mesma função -, uma das quais durante 15 anos [referindo-se a Cristina Ferreira]».

«Neste momento, as pessoas preferem a SIC»

Ainda que Masterchef não esteja a registar as audiências desejadas, Manuel Luís Goucha assume que isso já era previsível. «Sempre foi um produto líder, ganhador, mas estamos num novo ciclo. A estreia não correu como antigamente. As pessoas, neste momento, preferem a SIC», admite, continuando a dizer: «Temos de fazer todo um trabalho de reconquista do público. É natural, é um ciclo, estivemos a ganhar 14 anos e antes tinha estado a SIC. Não há drama».

Sentindo até que é «muito desafiante» esta questão das audiências, o profissional da TVI garante que não se deixa ir abaixo. «Nunca me envaideço com a liderança, porque hoje estamos lá em cima, no dia seguinte em segundo lugar e podemos ir ao terceiro… Desde que a gente fique no pódio, ainda vá que não vá», brinca.

Consciente de que a ‘bola’ está agora do lado do canal de Paço d’Arcos, o apresentador sabe que é preciso reconquistar o público perdido. «Este é um ano complicado, porque é o do embate. Sinceramente, não é a mim que me compete dizer isso, mas nós não nos preparámos para essa reviravolta. Mesmo no Você na TV!… Sempre disse ‘isto vai mudar’».

Com alterações nos conteúdos e no formato, que arrancam já esta segunda-feira, dia 9 de setembro, Goucha está confiante. «Estamos a dar a volta, o programa está a voltar àquilo que era, a ter um outro envolvimento. Temos de ir à luta e isso é muito estimulante», acrescenta.

«Este é capaz de ser o prémio mais saboroso»

Numa noite de emoções, Manuel Luís Goucha foi distinguido pela sétima vez nos Troféus Impala de Televisão. Na edição de 2019, foi eleito Melhor Apresentador na categoria Entretenimento. À frente do Você na TV! desde o dia de estreia – 13 de setembro de 2004 -, confessou que esta estatueta tem um sabor especial.

«Não estava à espera de ganhar, mas acho curioso que tenha acontecido nesta mudança de ciclo. De todos os sete troféus, este é capaz de ser o mais saboroso. É uma festa e devia isto [a sua presença ] à Impala, não tinha motivos para escapar nesta que é a celebração da televisão», destaca, assumindo que, para ser cada vez melhor, a sua matriz é a preparação.

«Há pessoas que conseguem o mesmo resultado que eu ou até melhor por intuição. Há pessoas que são capazes de não se preparar tão bem, mas chegam ao mesmo resultado. Há vários caminhos para a apresentação e para se ser um bom profissional. A partir daqui é aceitar desafios novos e tentar renovar-me, não é? Penso que esse é o segredo».

Texto: Redação WIN – Conteúdos Digitais; Fotos: Impala

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