Mãe de Diogo Carmona afirma que foi ela quem decidiu amputar o pé ao filho

Diogo Carmona foi colhido por um comboio na linha de Cascais faz esta segunda-feira, 26 de outubro, um ano. A mãe, com quem o ator não tem contacto, recordou esse dia e o «telefonema mais difícil» da sua vida.

Mãe de Diogo Carmona afirma que foi ela quem decidiu amputar o pé ao filho

Mãe de Diogo Carmona afirma que foi ela quem decidiu amputar o pé ao filho

Diogo Carmona foi colhido por um comboio na linha de Cascais faz esta segunda-feira, 26 de outubro, um ano. A mãe, com quem o ator não tem contacto, recordou esse dia e o «telefonema mais difícil» da sua vida.

«Faz hoje um ano… sim, um ano desde que recebi o telefonema mais difícil da vida, onde me deram a notícia mais dolorosa de ouvir», começou por escrever Patrícia Carmona nas redes sociais, recordando o dia 26 de outubro de 2019, quando o filho, Diogo Carmona, foi colhido por um comboio na linha de Cascais.

Num longo desabafo partilhado nas redes sociais e citado pela N-TV, a mãe do ator de Golpe de Sorte, da SIC, afirma que foi ela quem optou por amputar o pé pelo filho. «Faz hoje um ano que cruelmente tive de decidir pelo meu filho amputar-lhe parte do seu corpo para lhe salvar a vida», relata.

Patrícia e Diogo estão de costas voltadas desde antes do acidente, com acusações mútuas que envolvem roubo de dinheiro a violência doméstica. «Faz um ano que não abraço o meu filho, e não sei ainda viver com esta nova realidade, da sua ausência perto de mim e da sua nova condição física. A meu lado nesse dia, bem como em todos os outros, tive e tenho os melhores amigos, que me ampararam e guiaram no caos da minha dor», prossegue.

«Ele sabe que os erros lhe vão um dia ser perdoados»

«Éramos 13 no hospital, que não saímos por um segundo dali, pelo Diogo, ainda que ele já nessa altura rejeitasse o carinho de todos nós que o amamos. Ele sabe… ele sabe que os erros lhe vão um dia ser perdoados e que essas pessoas também gostam muito dele. E eu agradeço a cada dia às pessoas que ali estiveram, e aprendi nesse dia quem são os nossos verdadeiros amigos com quem posso ou não contar», adianta ainda.

A terminar, uma declaração de saudade: «Quanto ao que eu sinto… dor, saudade, tristeza, mas amor. E o amor de mãe supera tudo, aceita as coisas como a vida impõe, e segue o caminho para se fortalecer e receber, quem sabe, um dia, o abraço que faz falta… O trauma do dia 26/10/2019 ninguém apagará a nenhum de nós. O resto das divergências fica para segundo plano, quando se trata de salvar a vida de quem se ama. Mas ainda dói, muito!».

Texto: Ana Filipe Silveira; Fotos: Reprodução redes sociais

 

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