Joacine Katar Moreira | A primeira mulher negra a liderar um partido. Conheça-a

Joacine Katar Moreira foi eleita deputada do Livre nas Legislativas 2019, que decorreram este domingo, 6 de outubro. Fique a conhecer melhor esta mulher.

Joacine Katar Moreira | A primeira mulher negra a liderar um partido. Conheça-a

Joacine Katar Moreira foi eleita deputada do Livre nas Legislativas 2019, que decorreram este domingo, 6 de outubro. Fique a conhecer melhor esta mulher.

Joacine Katar Moreira é uma das representantes dos três novos partidos que entraram para a Assembleia da República nas eleições Legislativas 2019, que decorreram este domingo, 6 de outubro. A par de João Cotrim Figueiredo, da Iniciativa Liberal, e André Ventura, do Chega, a deputada do Livre torna-se na primeira mulher negra a liderar um partido na corrida às legislativas e a fazer parte do hemiciclo.

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Joacine é doutorada em Estudos Africanos

Joacine ocupava o 22º lugar na lista do Livre nas eleições Legislativas de 2015. Quatro anos depois, a deputada saltou para o primeiro lugar e marcará presença no hemiciclo na próxima legislatura.  A cabeça de lista do Livre por Lisboa nasceu na Guiné-Bissau e, aos oito anos, veio para Portugal com a avó. Joacine Katar Moreira frequentou um colégio interno. Enquanto se formava em História Moderna e Contemporânea, Joacine trabalhava em supermercados e outros estabelecimentos para pagar a licenciatura. A nova deputada do hemiciclo tem um doutoramento em Estudos Africanos.

«A esquerda verde no parlamento português»

Após ser confirmada a eleição da nova deputada do Livre para a próxima legislatura, Joacine Katar Moreira discursou para os militantes do partido que representa na Fábrica Braço de Prata, em Lisboa. «O partido será a esquerda anti-fascista e anti-racista. Não há lugar para extrema-direita no parlamento português», afirmou.

Joacine garantiu que o partido Livre será «a esquerda verde no parlamento português» – «[Seremos] a esquerda ecológica que defenderá um novo pacto verde necessário para proteger o planeta, para deixarmos aos nossos e às nossas um mundo melhor» – e que o feminismo e as minorias vão ser defendidos na Assembleia.

Perante mais de 100 militantes, a deputada do Livre terminou o discurso respondendo a António Costa, que afirmou estar disposto a fazer um acordo com o Livre: «Esclareça o que quer efetivamente. Numa altura destas, aqui, não somos nós que necessitamos de dar resposta a isso. Nós incentivamos que aqueles partidos [Bloco de Esquerda e CDU] que se uniram antes façam um esforço enorme de entendimento.»

Texto: Redação WIN – Conteúdos Digitais; Fotos: Reprodução Instagram

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