Diogo Carmona reaproxima-se da mãe: “Acho que é um novo começo”

Diogo Carmona esteve no programa “Goucha” com a mãe e falaram sobre o processo de reconstrução da relação entre ambos. Saiba todos os pormenores daquela que é a primeira e última entrevisa do ator e Patrícia Carmona.

Diogo Carmona reaproxima-se da mãe: “Acho que é um novo começo”

Diogo Carmona esteve no programa “Goucha” com a mãe e falaram sobre o processo de reconstrução da relação entre ambos. Saiba todos os pormenores daquela que é a primeira e última entrevisa do ator e Patrícia Carmona.

Diogo Carmona esteve lado a lado com Patrícia Carmona na tarde desta sexta-feira, dia 23 de abril, no programa de Manuel Luís Goucha, na TVI. Tanto o filho como a mãe abriram o coração e falaram sobre a reconciliação, depois das polémicas que envolveram a família.

“Estarmos aqui juntos é um bom sinal. Significa, pelo menos da minha parte, que estou mais maduro e que ouvi os conselhos das outras pessoas que me diziam muitas vezes para esquecer o passado. (…) É um novo recomeço”, explicou Diogo Carmona, em direto do programa “Goucha”.

“Era um recomeço que o Diogo desejava muito?”, perguntou Manuel Luís Goucha. E o jovem, de 24 anos, respondeu prontamente. “Sim. Eu procuro ser melhor todos os dias e isto era inevitável. Acho que, contra todas as probabilidades, isto tinha que acontecer.”

Diogo Carmona assume que o facto de ter recorrido a ajuda psicológica o ajudou a dar este passo. “Precisei de ajuda de pessoas há minha volta para que isso acontecesse. Ajuda psicológica, sem dúvida. Acho que as pessoas devem dar mais atenção à sua saúde mental e foi algo que eu fiz. Os meus psicólogos ajudaram-me bastante na minha relação com a minha mãe. Mas parte sempre de nós e nós temos de querer mudar isso”, contou para depois explicar que a grande mudança foi em si próprio. “Tenho de estar bem comigo para estar bem com os outros”.

Ao longo da conversa, mãe e filho explicaram como se deu o reencontro em dezembro passado.

“Eu fui sempre procurando o Diogo por telefone ou por email. Em outubro enviei-lhe um email e em dezembro recebi uma resposta. Eu tinha pedido para nos encontrar-nos e ele disse: ‘então vamos'”, recordou Patrícia. E continuou: “Respondi: ‘Então liga-me quando quiseres!’ e na hora ele ligou-me. (…)”, contou, garantindo a Manuel Luís Goucha que recusou encontrar-se com o filho naquele preciso momento. “Para já porque tive medo. Depois não queria acreditar e também precisei do meu tempo”, explicou.

“Foi uma decisão impulsiva da minha parte”, interrompeu Carmona.
Desde então, os dois têm mantido o contacto e mostram-se felizes. “Tem sido bom?”, questionou o apresentador. “Claro que sim”, respondeu prontamente Patrícia. “Nunca escondi essa vontade. Tê-lo ao meu lado, seja de que forma for, é maravilhoso porque eu renasci.”

A progenitora assume que o filho está agora uma pessoa diferente. “Amadureceu, está em paz e isso é tudo que uma mãe quer para um filho. Não posso pedir mais neste momento. (…) Aprendi a ouvi-lo mais, a dar espaço, perceber os silêncios… Vi este caminho muito afastado de nós e agora que o estou a viver, estou a saboreá-lo”.

Porém, deixou bem claro que há algo que a magoa. “Há uma coisa que me dói nas redes sociais. As pessoas gozam com a condição física do Diogo e isso eu nunca vou aceitar. É baixo demais.” Já o filho, não se deixa ficar. “Tento responder a todos e denuncio”.

Quanto aos arrependimentos, Patrícia confidencia que diria mais vezes “não”. Algo que Diogo Carmona compreende. “Educar uma pessoa é muito difícil. Estou a sentir isso na pele”, revelou, em alusão à relação que tem com o irmão, de dez anos, da parte do pai.

“Já escrevia mãe ou mantinha a palavra progenitora?”

Manuel Luís Goucha falou sobre o livro biográfico “Contra todas as probabilidades – Vítima, culpado ou inocente?” e questionou Diogo Carmona se hoje voltava a escrever o livro daquela forma. “Eu hoje não escrevia da mesma maneira, não escrevia as mesmas palavras”.

“Já escrevia mãe ou mantinha a palavra progenitora?”, voltou a intervir o apresentador. “Não sei mas provavelmente seria mãe. Quando escrevi isso eu não falava com a minha mãe. Hoje provavelmente seria diferente”.

“Temos sempre episódios que devemos recordar e esse aspeto foi terapêutico. No fundo, estou grato a todas as pessoas que me trataram mal, que me trataram bem… Fizeram de mim a pessoa que sou hoje”, continuou, garantindo que o livro tem um significado muito especial para si.

E porquê falarem agora os dois lado a lado? Patrícia respondeu. “Eu devo-lhe a si [Manuel Luís Goucha] o respeito que eu não tive no passado. O Manel foi aquela pessoa que me recebeu sem me julgar, sem me criticar e ouviu aquilo que eu tinha para dizer. Eu acho que é a única pessoa que merece o meu respeito para estar aqui sentada pela última vez, aconteça o que acontecer. (…) É tão bom voltarmos a sorrir juntos”.

“Encerra aqui um capítulo das vossas vidas?”. “Sim”, terminou Patrícia, garantido que esta foi a primeira e última entrevista de mãe e filho, lado a lado.

Texto: Márcia Alves; Fotos: DR

 

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