Diogo Carmona fala sobre todas as polémicas: «Não sou um acidente»

Entrevistado no “Dois às 10”, da TVI, Diogo Carmona não fugiu às questões difíceis de Cláudio Ramos e Maria Botelho Moniz. O ator fez o ponto da situação sobre a relação turbulenta que tem com a mãe, Patrícia Carmona, e recordou o grave acidente que o deixou amputado de um pé.

Diogo Carmona fala sobre todas as polémicas: «Não sou um acidente»

Entrevistado no “Dois às 10”, da TVI, Diogo Carmona não fugiu às questões difíceis de Cláudio Ramos e Maria Botelho Moniz. O ator fez o ponto da situação sobre a relação turbulenta que tem com a mãe, Patrícia Carmona, e recordou o grave acidente que o deixou amputado de um pé.

Diogo Carmona esteve na manhã desta quarta-feira, 7 de abril, no “Dois às 10“, da TVI. No programa de Maria Botelho Moniz e de Cláudio Ramos, o ator falou sobre o seu livro biográfico “Contra todas as probabilidades – Vítima, culpado ou inocente?” e, ainda que bastante reticente às questões colocadas pelos apresentadores, abriu o coração para falar de temas delicados.

A relação com a mãe e o acidente com um comboio (em outubro de 2019) que o levou à amputação de um pé foram alguns dos assuntos abordados.

“Ninguém nos conhece bem. Não sou um acidente, sou muito mais… ou muito menos”, começa por dizer Diogo Carmona. Cláudio Ramos foi direto ao assunto.

“Ficas magoado porque as pessoas associam o teu nome a estes escândalos e esqueçam a tua carreira enquanto ator?” O ator de 23 anos responde. “Não sei se isso aconteceu, não é essa a minha perspetiva. Acho que foi só um grande azar toda esta situação de ter processos [em tribunal] à mistura e eu quase ser preso. Tive só um grande azar”, garante.

“Ficaste chateado ou revoltado, por trabalhares e darem destaque a isto e esquecerem-se que és ator?”, continuo o apresentador. “Não me revoltou. Os média têm que funcionar assim. Aconteceu isto e passaram a notícia. Mas sim, devem valorizar o meu trabalho enquanto artista, tal como o de todos os atores”.

O stress pós-traumático depois do acidente

Maria Botelho Moniz continua a entrevista falando mais detalhadamente sobre o acidente. “Partilhas no capítulo do acidente que ficaste com stress pós-traumático. Sendo uma figura pública, como se lida com este foco que está em cima de ti e por dentro também se tem de lidar com o stress pós-traumático de ter tido um acidente com um comboio.

“Para mim é uma coisa leve. Faço piadas com isto. Obviamente prefiro não falar, porque estou a viver a minha vida normalmente. Esse stress foi uma coisa mais inicial”, explica.

Cláudio Ramos toca na ferida. “O que dizes às pessoas que pensam que isto não foi um acidente?” Diogo Carmona não se mostra confortável em responder à questão. “Não tenho de dizer nada. É um assunto meu. Não posso dizer nada. Querem que eu diga o que?”.

O apresentador acaba por insistir. “Há muita gente à espera de saber a tua verdade. É a tua verdade. A pergunta direta que te faço é: foi um acidente o que te aconteceu naquele dia?” “Foi. Mas isso não é o ponto principal da minha história”, responde o jovem ator.

“Estou grato por estar aqui hoje, por partilhar a minha história. Não quero que as pessoas vejam isto como algo dramático. Retirar coisas boas, é isso”. “Depois do acidente e de escrever o livro sei mais quem sou. Foi das lições que mais retirei. Tenho que passar mais tempo comigo”, acrescenta.

A relação com a mãe

Sobre a relação com a mãe, Patrícia Carmona, Diogo Carmona garante que as coisas estão no bom caminho. “Estamos bem. Apesar dos problemas que existiram estamos bem agora. Conseguimos chegar [a um entendimento].”

“O acidente melhorou a relação com a tua mãe?”, perguntou Cláudio Ramos. “Não sei, é complicado. Houve alturas no hospital em que eu estava frágil e a minha mãe estava la. Precisei de estar bem comigo para estar bem com os outros. Estava num estado emocional muito delicado”, adianta.

“Quanto tempo demoraste a aceitar o que te tinha acontecido, que ias passar a viver com uma prótese?”, questionou Maria Botelho Moniz. “Não demorou tempo nenhum. É o que é. Basicamente acordei no hospital sem parte da perna e pronto. A primeira coisa que fiz foi querer andar de cadeira de rodas. Estou muito grato por ter a minha prótese e por toda a ajuda que me deram”.

Texto: Joana Dantas Rebelo, Fotos: redes sociais e arquivo Impala

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