Carolina Deslandes desiludida: «Há alturas em que só apetece chorar»

Carolina Deslandes faz um relato «nu e cru» da vida, abordando as desilusões

Mãe de dois meninos no espaço de apenas um ano, Carolina Deslandes tem mostrado o quão feliz está com o crescer da sua família. Mas, na verdade, nem tudo é um mar de rosas. Segundo a cantora, de um momento para o outro o ser humano pode ser confrontado com grandes desilusões que o fazem olhar para o Mundo de uma outra forma. E tudo isso aconteceu consigo.

 

«Sentimos que pouco a pouco e sem esforço deixamos de ficar ocupados com tanta coisa. Os amigos vão saindo para deixarem os que realmente o são»

 

Num texto emotivo, Carolina desabafou com os seus seguidores sobre a desilusão.

«Pouco tempo depois de nascermos, começamos a ganhar noção do nosso corpo. Levamos as mãos à boca, olhamos para os nossos dedos e quando começamos a crescer sabemos apontar para aquilo que queremos. Apontamos para nós quando queremos falar de nós e apontamos para os outros quando nos dirigimos a eles. Depois disso começamos a contar, 1, 2,3,4,5. Uma mão cheia! Fazemos cinco anos e dizem-nos “caramba! Uma mão cheia de anos”! E essa mão chega para contar as coisas importantes. Chegamos à escola e criamos amigos. Assim, com a facilidade aliada à inocência que só com ela pode existir. “A Maria é a minha amiga da escola, ela gosta de desenhar como eu.” E é o que chega, fazer as coisas ao pé das pessoas, brincar com elas e rir. Depois com o avançar do tempo e da vida, vêm os amigos, os amigos dos amigos, os conhecidos, os mal dizentes. Vêm as festas, os jantares, os convívios, as reuniões. De repente as duas mãos cheias não chegam para tudo. São tantas pessoas, tantos lugares, um telefone que não pára, uma vida cheia de gente que diz que gosta de nós, que nos faz gostar delas de volta. As duas mãos, os dois braços, a barriga e as pernas já não chegam. Parece que temos o mundo cá dentro. E assim, tão naturalmente como mudou, volta tudo ao início. Sentimos que pouco a pouco e sem esforço deixamos de ficar ocupados com tanta coisa. Os amigos vão saindo para deixarem os que realmente o são, os jantares infindos passam a jantares e convívios com pequenos grupos de quem nos é próximo. A vida deixa de estar tão atulhada e tão cheia.» Ler mais…

Fotos: D.R.

 

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