Carlos Areia: «Fui violentado. Eu e a minha avó vivemos num quarto sem luz»

Carlos Areia esteve à conversa com Júlia Pinheiro, no programa Júlia, da SIC, esta quinta-feira, dia 4 de julho.

Carlos Areia: «Fui violentado. Eu e a minha avó vivemos num quarto sem luz»

Carlos Areia: «Fui violentado. Eu e a minha avó vivemos num quarto sem luz»

Carlos Areia esteve à conversa com Júlia Pinheiro, no programa Júlia, da SIC, esta quinta-feira, dia 4 de julho.

Carlos Areia foi o convidado de Júlia Pinheiro, esta quinta-feira, dia 4 de julho, para estar no programa da SIC, Júlia, à conversa com a apresentadora sobre o livro que lançou recentemente «As minhas raízes» e contar mais sobre toda a sua vida.

Com algumas dificuldades em expressar os sentimentos, Carlos Areia conseguiu perceber qual o motivo que o levou a ser assim. Ao fim de 75 anos, o ator abre o coração e conta a história «violenta» da sua vida. «Não conheci a minha mãe», começa por dizer emocionado, ao ver uma imagem da progenitora no ecrã do programa. A mãe de Carlos morreu quando este tinha dois anos de idade, vítima de meningite.

«Fui violentado. Eu e a minha avó vivemos num quarto sem luz»

Cresceu sem mãe e com um pai ausente. «Eu tinha uma boa relação com o meu pai. Era uma alegreia quando estava comigo, mas uma tristeza quando se ia embora», conta. O progenitor do ator era completamente apaixonado pela mãe deste e, por esse motivo, quando ela morreu o pai de Carlos «desorientou-se». «Ele meteu-se nos copos e andou desorientado muitos anos», confessa.

Carlos Areia andou durante muitos anos de casa em casa de família. Passou grande parte da infância com a avó Aurora. Uma avó que o criou e que Carlos admite não ter dado o devido valor. «Falhei porque eu não tinha formação. Não me educaram. Eu fui violentado e, como tal, não tinha formação para dizer à minha avó que gostava dela. Podia ter sido um bom neto e não fui. Ela deu-me a vida. Eu e a minha avó vivemos muito tempo num quarto sem luz», revela.

O Natal não significa praticamente nada para Carlos Areia. «Não gosto! Não havia natal quando eu era criança», diz.  No dia de celebrar o Natal em família, Carlos via todos os amigos a irem para casa mais cedo para estarem com as suas famílias, e ele não celebrava com a avó.  O primeiro brinquedo que recebeu foi da sua tia Regina, aos sete anos de idade. «Eu era alegre naquela tristeza. Eu não percebia como estava a ser maltratado pela vida. Anos mais tarde é que percebi. Com 12 anos é que comecei a sentir», afirma.

Quando foi viver com o pai, Carlos fugiu de casa. Só 20 anos depois é que volta a vê-lo e já Cristina Areia, uma das filhas do ator, era nascida.
Carlos Areia é surpreendido pelas duas irmãs, Júlia e Elisa, no programa da Júlia, e fica em lágrimas. Os três têm uma relação muito próxima e as irmãs admitem que não faltam às estreias do ator. Mas as surpresas não ficam por aqui. Rosa Bela surpreende o companheiro com quem tem uma relação de 12 anos.

Os dois têm uma diferença de 48 anos, mas Rosa Bela diz ser possível manter a relação. «Aturamo-nos um ao outro. Ele mais facilmente porque já teve a minha idade e eu com um esforço redobrado, mas consegue-se. É possivel», conta.

Carlos Areia admite que a mulher tem sido um pilar na vida dele. «Ela tem sido um abre olhos para mim», concluiu.

Texto: Carolina Sá Pereira; Fotos: Reprodução Instagram

 

 

Impala Instagram


RELACIONADOS