Carlos Cruz atira-se à produção do Big Brother: «Tortura e sadismo»

O Big Brother foi alvo da análise de Carlos Cruz e o ex-apresentador de televisão não poupa críticas à produção e à forma como os concorrentes são tratados: “Uma grande dose de gozo sádico”.

Carlos Cruz atira-se à produção do Big Brother: «Tortura e sadismo»

O Big Brother foi alvo da análise de Carlos Cruz e o ex-apresentador de televisão não poupa críticas à produção e à forma como os concorrentes são tratados: “Uma grande dose de gozo sádico”.

O Big Brother tem sido alvo de várias críticas, tanto de seguidores do programa, como até de alguns ex-concorrentes, comentadores e figuras públicas, como foi o caso de Bruno Nogueira. Agora, foi Carlos Cruz quem arrasou o reality show da TVI, acusando mesmo a produção de “torturar” os moradores da casa mais vigiada do país.

“Não gosto da esmagadora maioria dos reality shows. Por isso mesmo recusei ser o apresentador do primeiro Big Brother há 21 anos. Considero que são a exaltação do voyeurismo, alimentando-o. Mas respeito quem aprecia”, começou por escrever na crónica semanal que assina num jornal semanal. “Considero que a atual edição do BB saltou a barreira do entretenimento para pisar os terrenos da ‘tortura’ dos concorrentes, além do aceitável. Com um grupo de participantes que elevou a fasquia da qualidade, poderia ser interessante ver os seus comportamentos e interações. Mas o programa seguiu por outro caminho. Perigoso”, disse ainda aquele que já foi conhecido como o ‘Senhor Televisão’.

«Dilemas que são ações de puro sadismo»

A seguir, Carlos Cruz enumerou algumas das provas que considera serem uma verdadeira tortura para os concorrentes do Big Brother: “Este BB obriga a exercícios físicos paramilitares, usa despertares intermitentes e abruptos, a meio da noite, falsas expectativas, cortes de produtos alimentares, dilemas que são ações de puro sadismo jogando com sentimentos sérios a troco de dinheiro [retirar dois mil euros do prémio comum para a concorrente ouvir a voz do filho durante um minuto ou dois], etc. Tudo isto e muito mais transforma um programa de entretenimento num produto tóxico”.

“Um grupo de pessoas, fechadas sem qualquer contacto com o exterior, dispostas a sacrifícios para conquistar um prémio, são condições que geram a sua despersonalização, diminuindo a capacidade de discernimento, confundindo o pensamento [veja-se a transformação por que está a passar, por exemplo, a Ana Barbosa, muitas vezes à beira de um ataque de nervos], levando-as a ficarem completamente vulneráveis e, assim, a serem manipuladas pela ‘Voz’ do BB, o que esta faz, pelo tom, com uma grande dose de gozo sádico. É lamentável!”, concluiu, arrasando até o soberano da casa do Big Brother.

Texto: Patrícia Correia Branco; Fotos: Reprodução redes sociais e Divulgação TVI

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