Big Brother. Sandra recorda infância difícil em lágrimas: “Ninguém gostava de mim”

A concorrente de Big Brother – A Revolução, foi a participante mais recente a percorrer a Curva da Vida. Em lágrimas, Sandra recordou infância complicada.

Big Brother. Sandra recorda infância difícil em lágrimas:

Big Brother. Sandra recorda infância difícil em lágrimas: “Ninguém gostava de mim”

A concorrente de Big Brother – A Revolução, foi a participante mais recente a percorrer a Curva da Vida. Em lágrimas, Sandra recordou infância complicada.

Sandra Fernandes é a concorrente mais velha do Big Brother – Revolução. A concorrente, de 45 anos, que tem estado em evidência na casa e que já foi a causa de algumas discussões, fez este domingo, 27 de setembro, a curva da vida, na gala deste domingo. Emocionada e muitas vezes sem conseguir controlar as lágrimas, Sandra revelou que foi abandonada pelo pai, expulsa de casa da avó e que sofreu de racismo levando a que nunca tivesse namorados como as «meninas branquinhas e de cabelo liso».

«A minha mãe quando chegou [a Portugal] as pessoas nunca tinham visto uma pessoa negra. Ela sofria muito e nós também. Alguma coisa de mal que acontecia era logo a preta, a filha da preta…», começa por revelar enquanto desenha no quadro. A mãe de Sandra, que hoje em dia sofre de uma doença degenerativa (esclerose), e é obrigada a andar de cadeira de rodas, teve de se mudar para Coimbra e a concorrente acabou por ficar ao encargo da avó.

Algo que a traumatizou pois era tratada de forma diferente dentro da casa onde vivia. «A minha avó tinha preferência pelos outros netos. Escondia as amêndoas, bolachas para os netos que vinham e para eu não comer», recorda para depois contar um episódio que a marcou ainda mais. «Um dia acordámos, tinha sete anos, e ela meteu-nos fora de casa com uma trouxa às costas. Metemos um lençol e fomos por dentro da aldeia porque tínhamos vergonha», diz sem conseguir controlar as lágrimas. Assim que a mãe voltou, tudo melhorou e Sandra retomou a casa. Contudo, a cor da pele da mãe de Jessica era um problema para algumas pessoas da sociedade.

«A minha adolescência era difícil porque as meninas eram branquinhas, cabelo liso. Nunca tive namorados. Ninguém gostava de mim», afirma. Sandra recordou ainda os tempos em que só faia uma refeição, sua mãe trabalhou num restaurante e trazia comida de lá. «Esperávamos pela minha mãe porque era a única refeição que tínhamos», afirma.

Aborto aos 19 anos

Sandra começou a namorar com o pai de Jessica aos 17 anos. Dois anos depois engravidou, mas a gravidez não foi para a frente. «Aos 17 anos conheci o meu marido e aos 19 fiquei grávida. Abortei espontaneamente aos seis meses de gravidez», conta, revelando que era um menino. Depois desta ferida sarada, Sandra engravidou de Jessica e tem na filha o seu maior orgulho.

Relação com o pai

Sandra cresceu sem o amor do pai, que era militar. Os pais separaram-se ainda era ela criança e por isso não o via com a frequência que desejaria. «Foi um bom pai, mas não estávamos com ele muitas vezes. Um dia, ele veio da Suíça e eu estava com tantas saudades que agarrei-o com tanta força e ele largou-me no chão…», diz a chorar copiosamente. E a seguir acrescenta: «Ele já não amava a minha mãe, o que não significa que não pudesse ter tido contacto connosco. Só o voltei a ver há dois anos. Encontrei o Facebook dele. Disse que estava tudo perdoado. Também tenho orgulho nele», defendeu.

Texto: Ana Lúcia Sousa; Fotos: Reprodução Instagram

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