André Sardet: “O álbum mais vendido nos últimos 15 anos é meu” [vídeo]

Quando chegou à música, André Sardet não queria ser mais um. Se o plano tivesse falhado, hoje talvez fosse engenheiro mecânico. Mas a arte de “tocar as pessoas” falou mais alto e ajudou-o a combater a vergonha. Aliás, foi com uma cassete com canções que conquistou em 1995 a mulher com quem ainda hoje está casado.

Nuno Azinheira (NA): Estás a comemorar 25 anos de carreira. Já é obra. Tinhas um plano B para a tua vida?

André Sardet (AS): Eu entrei em Engenharia Mecânica na faculdade. Os meus pais disseram que só me davam a carta de condução se eu entrasse na faculdade. Então, coloquei Engenharia Mecânica em primeiro e Geológica em segundo, para ter a certeza que entrava. Assim, tive carta de condução. O plano B era continuar o meu curso e acabá-lo. E hoje, provavelmente, estaria aí como engenheiro numa oficina de automóveis.

NA: Feliz?

AS: [pausa] Talvez. Acho que teria essa capacidade de ser feliz a fazer várias coisas. Aliás, eu tenho várias atividades, mas nada me faz mais feliz do que subir a um palco. Compor e atuar são as duas coisas que eu mais gosto na música.

NA: Como é chegar aqui, ao fim de 25 anos? Tu, que, ainda por cima, sempre disseste que não querias ser só mais um na música.

AS: O grande desafio é irmos ficando, irmos estando e irmos construindo obra. Foi esse o meu objetivo e foi algo em que não pude pensar muito no início, porque não sabia se ia acontecer ou não. Eu tenho sempre um lema que é: “Deve-se nivelar por cima”. Ou seja, na altura, devia ter uns 20 anos, e olhava para Rui Veloso, Jorge Palma, Luís Represas, as minhas referências, e dizia que queria ser como eles. “Quero estar neste campeonato. Não quero estar noutro diferente”.

“Contra tudo e contra todos…”

NA: Era um tempo onde entravam menos talentos para a música. E sobretudo outro tipo de talentos.

AS: Nos primeiros anos, apanhei as boy e as girl bands, portanto havia essa moda. Passados alguns anos, muito por causa do Big Show SIC e do Made in Portugal, houve um grande volume de música popular. E os cantautores iam ficando sempre para trás. Eu achei que marquei uma moda, em 2006 e 2007, quando, contra tudo e contra todos, consegui lançar o álbum Acústico e fazer com que ele fosse o sucesso que foi. Oito platinas, 150 concertos… Aí, já se olhou outra vez para os cantautores e, felizmente, houve espaço para música diferente.

Leia a entrevista completa na edição da Nova Gente que já está nas bancas.

Entrevista: Nuno Azinheira;
Fotos: Helena Morais

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Nuno Santos já foi diretor de Programas, diretor-geral, criou a CNN Portugal e, desde fevereiro, dirige a Informação da TVI. Nega desconforto nos regressos de Cristina Ferreira e Moniz e é grato a Mário Ferreira. Também falou sobre Judite Sousa… (… continue a ler aqui)

 

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