Ana Brito e Cunha recorda noite em que levou um tiro

Ana Brito e Cunha foi entrevistada por Maria Cerqueira Gomes e falou sobre o episódio traumático que viveu em 2013, num conhecido restaurante em Lisboa.

Ana Brito e Cunha recorda noite em que levou um tiro

Ana Brito e Cunha recorda noite em que levou um tiro

Ana Brito e Cunha foi entrevistada por Maria Cerqueira Gomes e falou sobre o episódio traumático que viveu em 2013, num conhecido restaurante em Lisboa.

Ana Brito e Cunha recordou o dia em que levou um tiro no pé. A atriz deu uma entrevista a Maria Cerqueira Gomes, no programa “Conta-me”, da TVI, e falou sobre este episódio traumático que viveu em 2013.

Tudo aconteceu numa noite em que estava a jantar com amigos, num conhecido restaurante em Lisboa. “Passei mal, assustei-me, é aflitivo. Não passa pela cabeça ir a restaurante e acabar com um balázio nos pés”, disse, deixando Maria Cerqueira Gomes boquiaberta.

“Como é que isso aconteceu?”, questionou a apresentadora. “Houve uma discussão na varanda, houve uma bala perdida e veio parar ao meu pé (…). Acabou bem. É uma dor quente, não dá para perceber bem a dor. Olhei para o pé e tinha uma poça de sangue. No sítio onde foi, tive um privilégio muito grande. Podia ter ficado sem pé ou coxa para o resto da vida”, explicou ainda.

Ana Brito e Cunha recorda filha que perdeu

Na mesma entrevista, Ana Brito e Cunha falou ainda da filha que perdeu, fruto da relação com o ex-namorado Miguel Carvalho. O aborto aconteceu em 2012 e levou à sua separação. “O Pedro não é o meu único filho. Tenho a Maria Flor, tenho um anjo protetor fortíssimo e espetacular. Eu e o Miguel tínhamos formas de pensar diferentes, ficámos grávidos, acabou por se descobrir que havia alguma coisa no bebé que não estava bem, não conseguia tomar a decisão da interrupção. Foi muito complicado para o Miguel, acabámos por nos separar, porque para ele era complicado como eu tinha esta fé toda e não que fosse tirar o bebé porque também corria risco de vida”, começou por dizer.

“Quando fechámos o ciclo da nossa relação, foi lá a casa buscar as coisas, bebemos um vinho, tivemos a conversa mais linda do mundo, eu perdoei-o, ele perdoou-me. Fiz 38 ou 39 anos e fiz uma festinha. Ele entrou em minha casa com uma fadinha e disse-me: é a tua fada, tenho uma igual. Fechámos o ciclo, somos amigos. O meu filho sabe que existe uma fadinha na minha vida, que é a Maria Flor”, acrescentou.

O início do namoro com Afonso aos 40: “Senti borboletas”

Foi aos 40 anos que Ana Brito e Cunha começou a namorar com Afonso Coruche, o atual marido e pai do seu filho. “No dia 9 de abril, há seis anos, havia duas exposições, uma delas do Mário Belém, e a Matilde Breyner insistiu comigo para ir, mas disse que ia ficar em casa. Desliguei o telefone e pensei: ‘Tens 40 anos, estás fechada em casa, não te mostras ao mundo. Estás com uma depressão, estás com o quê? Sai de casa, faz-te à vida’. Peguei no telefone e disse à Cindy para me apanhar que ia com ela à exposição”, revelou.

Foi durante essa mesma exposição que Ana Brito e Cunha encontrou Pimpinha Jardim, Mariana Perestrelo e o atual marido, Afonso. Contrariada, acabou por ir jantar com os amigos e, depois de uns copos de vinho, acabou por trocar umas “beijocas” com aquele que diz ser “o homem da sua vida.”

“O Afonso perguntou-me: ‘Não tens namorado há dois anos?’. E eu disse que não. E ele: ‘eu também não! Dá cá uma beijoca!’. Quando dei aquela beijoca, senti borboletas. Ainda disse para darmos outra beijoca, porque foi tão bom. Ficámos assim, começámos a namorar. Eu tinha 40 anos, solteira, ou agarrava aquela oportunidade ou perdia. Eu agarrei-a, ele não estava apaixonado por mim, nem eu por ele. Fomo-nos conhecendo um ao outro”, continuou.

Maria Cerqueira Gomes acaba conversa em lágrimas

Um ano depois, Ana Brito e Cunha e Afonso Coruche foram pais, mas a atriz confessou que não foi fácil engravidar de Afonso. Quando recebeu a notícia de que estava grávida, a mãe da atriz estava doente, pelo que a novidade acabou por ser uma “lufada de ar fresco” para a família.

“A minha mãe soube que estava doente numa sexta-feira e eu fui fazer o teste, porque tinha de lhe dar uma boa notícia naquele fim de semana. Ela ficou muito feliz, mas na véspera tinham acabado de lhe pôr uma espada na cabeça. Conheceu o meu filho, assistiu ao parto com o Afonso, foi lindo”, explicou.

“O meu filho tem muito a energia da minha mãe. Eles passavam as manhãs a olhar um para o outro, deitados na cama. Sinto que era um ser a ir a dar vida a um que estava a chegar. O Pedro fala muito da avó Ana. Outro dia disse-me que sonhou com a avó Ana”, terminou.

No final da entrevista, Maria Cerqueira Gomes pediu para abraçar Ana Brito e Cunha e acabou por ficar lavada em lágrimas.

Texto: Mafalda Mourão; Fotos: Reprodução TVI

 

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