A Pipoca Mais Doce ameaça deixar “Big Brother” como forma de protesto

Indignada com os comentários discriminatórios feitos pelos concorrentes do “Big Brother” a Pedro Crispim, A Pipoca Mais Doce pede sanção e ameaça sair se nada for feito.

A Pipoca Mais Doce ameaça deixar “Big Brother” como forma de protesto

Indignada com os comentários discriminatórios feitos pelos concorrentes do “Big Brother” a Pedro Crispim, A Pipoca Mais Doce pede sanção e ameaça sair se nada for feito.

Ana Garcia Martins mostrou-se indignada perante os comentários preconceituosos que os concorrentes do “Big Brother” fizeram sobre Pedro Crispim e no início da gala deste domingo, 10 de janeiro, pediu à produção que os mesmos fossem sancionados, caso contrário “não tem mais interesse em fazer parte” do reality show da TVI.

Quando questionada por Teresa Guilherme sobre o balanço que tinha a fazer sobre a primeira semana de “Duplo Impacto”, A Pipoca Mais Doce, como é conhecida nas redes sociais, não hesitou em mostrar a sua indignação face à forma como alguns dos participantes se referem aos comentadores.

“Muitos concorrentes entraram com a missão de fazer dos comentadores bodes expiatórios, como se fossem culpados de tudo o que fazem. Limitamo-nos a assinalar o que fazem na casa, não agimos pior eles. Tudo bem, estou nas redes sociais há anos, estou habituada a que me chamem de tudo e mais alguma coisa. Fui chamada de rato de esgoto nas redes sociais de uma concorrente que está na casa. Podem dizer que somos injustos, imparciais, o que quiserem. Não podem dizer que os julgámos pela cor, raça, sexualidade porque nunca aconteceu e gostava que não acontecesse do outro lado”, começou por dizer.

“Se não houver sanção, vai comprometer a minha continuidade”

Foi então que, perante a possibilidade de o assunto não ser discutido na gala, Ana Garcia Martins fez questão de condenar os comentários que foram feitos a respeito de Pedro Crispim, que foi chamado de “mais ou menos homem” por Joana Diniz e que fez com que os colegas se rissem à gargalhada.

“Acho que o que aconteceu ontem [sábado], em relação ao Pedro Crispim, não pode passar impune. Portanto acho que concorrentes que participaram nisto, como a Joana Diniz, Rui Pedro, Teresa e de forma direta ou indireta a Helena, se não houver sanção, no que me toca a mim, vai comprometer a minha continuidade como comentadora”, avançou.

“Se não acontecer nada ao longo da semana, é a última gala onde estou porque acho inadmissível em pleno século XXI alguém ser julgado por ser homossexual. É inadmissível, uma atitude destas não pode ser branqueada. Se não agir, perfeito, o programa decorre como entenderem, mas não tenho mais interesse em fazer parte. Não percebo como é que uma pessoa é limitada ao ponto de não perceber que um homem homossexual é um homem e que uma mulher homossexual é uma mulher”, fez questão de acrescentar, para dizer ainda que “nunca foram julgados concorrentes” pela cor da pele, pela raça ou pela orientação sexual. “Não lhes tira nem acrescenta nada enquanto concorrentes”, disse ainda.

Tal como assinala a Nova Gente, Teresa Guilherme garantiu à também comentadora que não viu as imagens em questão, já Cláudio Ramos referiu que “não interpretou as palavras dos concorrentes dessa forma”.

“Eu, sendo homossexual, não interpretei as palavras dessa forma. Eu percebi que disseram que o Pedro [Crispim] era ‘menos homem’ como pessoa…”, disse o anfitrião do reality show da TVI. Ana Garcia Martins não concordou com o concorrente e reforçou a necessidade de haver uma sanção para a que tais comentários não se voltem a repetir. “Caso contrário, que se abra o alçapão para mim“, terminou.

Texto: Mafalda Mourão; Fotos: redes sociais

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