Valentina Sampaio na Victoria’s Secret: «Quero dar poder à comunidade transexual»

No passado, o diretor de marketing da Victoria’s Secret defendeu que a marca não tinha de ter pessoas trans no desfile, porque não comercializavam para o mundo inteiro.

Valentina Sampaio na Victoria’s Secret: «Quero dar poder à comunidade transexual»

No passado, o diretor de marketing da Victoria’s Secret defendeu que a marca não tinha de ter pessoas trans no desfile, porque não comercializavam para o mundo inteiro.

A modelo brasileira Valentina Sampaio, de 22 anos, é a primeira modelo transexual a trabalhar com a marca de lingerie Victoria’s Secret. Foi também a primeira modelo transgénero a fazer capa da Vogue francesa. A novidade foi anunciada pela própria modelo no Instagram. Partilhou uma imagem nos bastidores de uma campanha da linha Pink da Victoria’s Secret. «Nunca pare de sonhar», escreveu Valentina Sampaio. Em declarações ao site brasileiro Metrópoles, a jovem revela que este é um sonho concretizado. «Eu sempre quis elevar a diversidade, dar poder à mulher trans e levantar a nossa bandeira», afirmou.

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Apesar do desfile anual ter sido cancelado, Valentina Sampaio sonha em desfilar para a Victoria’s Secret

A notícia surge num momento em que Victoria’s Secret anunciou que o mais importante desfile anual da marca foi cancelado este ano. A marca tem vindo a reestruturar os seus ideais e para Valentina Sampaio o processo de inclusão de modelos transexuais é «lento» , mas «está a acontecer». «A sociedade e as empresas têm vindo a aprender muito sobre a importância de abraçarem as diferenças e respeitarem a diversidade. Estamos a conquistar novos espaços. Aparecemos nas capas de revistas, na televisão e, agora, na VS», conta. Apesar do desfile deste ano ter sido cancelado, a jovem modelo ainda sonha em «cruzar a passarela com um par de asas nas costas».

Diretor de marketing da VS defende que a marca não tinha de ter modelos trans no desfile

Na sequência do movimento #MeToo, a Victoria’s Secret tem sido alvo de críticas pela falta de diversidade. No ano passado, o director de marketing da marca, Ed Razek, defendeu que a marca não tinha de ter pessoas trans no desfile. «Bem, porque não? Porque o desfile é uma fantasia. É um especial de entretenimento de 42 minutos», justificou, em declarações à Vogue. «Nós comercializamos para as pessoas a quem vendemos e não comercializamos para o mundo inteiro», defendeu, fazendo referência também aos modelos plus-size que a marca teve no ano de 2000 e que não tiveram sucesso, porque «ninguém tinha interesse».

 

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