Marisa Matias sofre burnout “achava que estava para morrer”

Marisa Matias foi diagnosticada com um esgotamento em 2020, depois de ter estado “durante muito tempo com sintomas estranhos”, que não conseguia identificar

Marisa Matias sofre burnout “achava que estava para morrer”

Marisa Matias sofre burnout “achava que estava para morrer”

Marisa Matias foi diagnosticada com um esgotamento em 2020, depois de ter estado “durante muito tempo com sintomas estranhos”, que não conseguia identificar

Marisa Matias foi diagnosticada com um burnout no ano passado. A eurodepurada, de 45 anos, revelou, em entrevista, que “já não estava bem” em maio de 2910, aquando da “campanha das Europeias”. “Foi uma coisa que foi acontecendo”, diz. “Antes do diagnóstico, estive durante muito tempo com sintomas estranhos de várias coisas que eu não conseguia identificar. Começou por se traduzir num aumento de ansiedade enorme. (…) Tive alguns ataques de pânico. Eu achava que estava para morrer, que é o que toda a gente acha quando tem um ataque de pânico. Isto prolongou-se e foi descontinuado”, confessa Marisa Matias à jornalista Sara Antunes de Oliveira na estreia da série de entrevistas intituladas “Labirinto – Conversas sobre Saúde Mental”. “Os ataques de pânico surgiam do nada”, lamenta.

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Marisa Matias: “Hesitei muito se devia ou não falar”

“De repente, o coração dispara, é falta de ar, é dor, é um aperto no peito. É mesmo a sensação de que acabou”, enumera ainda a eurodeputada, acrescentando que, depois desses primeiros sintomas, começou a “ficar bloqueada” e a “não conseguir controlar as pernas ou os braços” ou a “achar que estava toda dormente”: “Disseram-me para consultar um psiquiatra. E era uma questão de burnout, de esgotamento”. “Nunca me tinha passado pela cabeça consultar médicos para saber se me candidatava à Presidência da República”, garante. Nas redes sociais, Marisa Matias explica a razão pela qual abriu agora o coração. “Hesitei muito se devia ou não falar dos problemas que enfrentei há mais de um ano com um esgotamento. Decidi fazê-lo porque é urgente normalizar o debate sobre a saúde mental e combater o preconceito. Ninguém está sozinha”, escreve.

Texto: Ana Filipe Silveira

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