Sistema límbico e os instintos violentos dos humanos

Um artigo de Fabiano de Abreu, pós-doutorado em neurociências com mestrado em psicologia.

Sistema límbico e os instintos violentos dos humanos

Sistema límbico e os instintos violentos dos humanos

Um artigo de Fabiano de Abreu, pós-doutorado em neurociências com mestrado em psicologia.

O nosso cérebro tem instintos violentos, no entanto, os seus efeitos podem ser intensificados pela forma como vivemos. Este tema descarta problemas de agressividade relacionados com problemas mentais de precursores genéticos. Evolutivamente, ele desenvolveu duas partes importantes, o cérebro límbico e o cognitivo, o primeiro é responsável pelas nossas emoções mais densas e negativas e controla ações impulsivas, já o segundo responde pelos bons sentimentos, empatia, carinho e funciona como modulador do cérebro límbico.

Com a nossa evolução e a formação da sociedade como a conhecemos hoje, o nosso cérebro passou a ser moldado para reagir a emoções negativas de forma agressiva, é o que mostro no meu artigo Não somos violentos, a nossa mente e que vive em constante conflito publicado pela Revista Multidisciplinar de Ciência Latina, onde abordo de maneira mais profunda o tema. O nosso cérebro não nasce totalmente formado para suportar as situações da vida adulta, ele vai-se desenvolvendo e adaptando de acordo com o contexto e esse processo pode ser altamente influenciado pelas experiências pelas situações vividas.

Exposição constante a violência molda cérebro

Neurocientista Fabiano de Abreu

Crianças ou adolescentes que presenciaram episódios de violência sofrem alterações cerebrais devido ao trauma, a capacidade de memorização e empatia é comprometida, o que o torna mais suscetível ao cérebro límbico facilitando o surgimento de vícios e atos de violência. No entanto, essa influência negativa do contexto em que se vive não altera o nosso cérebro somente nos primeiros anos de vida.

Pessoas que têm o habito de ler ou ver notícias de crimes, mortes, violência de forma sensacionalista faz com que o cérebro ‘se habitue’ à agressividade e se torne mais propenso a responder a estímulos negativos de forma violenta já que foi ‘treinado’ para isso. Os nossos instintos agressivos existem naturalmente. No entanto, podem ser intensificados pelo meio em que vivemos, pelos nossos comportamentos e aspectos existenciais, ajudando a lapidar uma personalidade agressiva; conviver com a violência estimula a violência.

Estudo explica o que acontece no cérebro de pessoas com transtorno
O neurocientista Fabiano de Abreu explica o que acontece no cérebro de pessoas com transtornos mentais. (… continue a ler aqui)

Impala Instagram


RELACIONADOS