Registada atividade suspeita no Twitter após invasão russa da Ucrânia

Em 24 de fevereiro, dia em que a Rússia invadiu a Ucrânia, o número de contas recém-criadas no Twitter quase triplicou – de 13 mil para 38 mil.

Registada atividade suspeita no Twitter após invasão russa da Ucrânia

Registada atividade suspeita no Twitter após invasão russa da Ucrânia

Em 24 de fevereiro, dia em que a Rússia invadiu a Ucrânia, o número de contas recém-criadas no Twitter quase triplicou – de 13 mil para 38 mil.

O número de contas recém-criadas no Twitter quase triplicou no dia em que a Rússia invadiu a Ucrânia, de acordo com um novo relatório do Observatório de Redes Sociais da Universidade de Indiana (oSoMe) e da Universidade Politécnica de Milão. O whitepaper, intitulado “Atividade suspeita no Twitter em torno da invasão russa da Ucrânia”, revela que mais de 38 mil novas contas foram criadas em 24 de fevereiro, dia em que os tanques russos entraram na Ucrânia, contra apenas 13.500 no dia anterior.

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De acordo com o relatório, várias redes de contas parecem ter publicado “conteúdo suspeitosamente semelhante” no mesmo momento, incluindo propaganda pró-russa através de contas inautênticas. Surgiram igualmente campanhas do lado ucraniano, com mensagens a pedir ao Ocidente que criasse uma zona de exclusão aérea e a apoiar outras medidas militares. Nem tudo estava porém relacionado com o conflito. Os investigadores descobriram que palavras-chave relacionadas com a Ucrânia também foram usadas para espalhar spam, incluindo a manobra de uma criptomoeda a que fazia passar-se por uma ação de apoio à resistência ucraniana.

As redes sociais tornaram-se na mais recente fronteira para a guerra. Quando explorada e usada para amplificar as vozes dos intervenientes e divulgar informações falsas, pode tornar-se numa poderosa ferramenta de manipulação da opinião pública. A situação tem sido observada no contexto Rússia-Ucrânia, com organizações de notícias russas e representantes do governo a impulsionarem teorias da conspiração de que o massacre de Bucha foi uma farsa, entre várias outras falsidades, como relata o Politico. Em face do ocorrido, o oSoMe conclui que “com a atenção do público focada na trágica guerra, alguns veem uma oportunidade de explorar as redes sociais para espalhar propaganda, spam e golpes”.

Infographic: Suspicious Activity on Twitter as Russia Invaded Ukraine | Statista

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