Estudo explica o que acontece no cérebro de pessoas com transtorno

O neurocientista Fabiano de Abreu explica o que acontece no cérebro de pessoas com transtornos mentais.

Estudo explica o que acontece no cérebro de pessoas com transtorno

Estudo explica o que acontece no cérebro de pessoas com transtorno

O neurocientista Fabiano de Abreu explica o que acontece no cérebro de pessoas com transtornos mentais.

Todos nós podemos ficar “tristes” ou “deprimidos” nas nossas vidas. Todos nós já vimos filmes sobre os loucos e as loucuras por eles cometidas, como onda de crimes, com a causa subjacente da doença mental. Às vezes até fazemos piadas sobre as pessoas serem loucas, mesmo sabendo que não devemos. Todos nós já tivemos alguma exposição a doenças mentais, mas será que realmente entendemos ou sabemos o que isso é? Muitos dos nossos conceitos são infundados e geram preconceitos.

Uma doença mental pode ser definida como uma condição de saúde que muda o pensamento, os sentimentos ou o comportamento de uma pessoa (ou os três) e que causa angústia e dificuldade de funcionamento. Um estudo do neurocientista Fabiano de Abreu, publicado na revista científica International Journal of Health Science, explicou o que acontece no cérebro dessas pessoas. Assim, o objetivo do estudo foi realizar uma ampla pesquisa bibliográfica acerca das bases neurológicas dos transtornos psiquiátricos com uma abordagem abrangente da neurociência, porém seguindo o viés da psiquiatria como ciência médica.

As diferentes abordagens dos transtornos psiquiátricos

“Kandel (1998) apontou que, devido à poderosa influência da psicanálise, a psiquiatria (e também a psicologia clínica) permaneceu uma ciência empírica por muito tempo, carente de base científica. Os autores pediram mais pesquisas na época para tentar usar a base neurobiológica para entender a psicopatologia. A primeira grande questão que surge ao escolher essa direção de pesquisa é, exatamente, qual é a base biológica da psicopatologia? Uma maneira de responder a essa pergunta é tentar encontrar marcadores biológicos que variem de acordo com a natureza e gravidade da psicopatologia”, diz a publicação.

Segundo o autor, existem diferentes abordagens que procuram entender o funcionamento dos transtornos psiquiátricos. Sobre o ponto de vista de médico naturalista, as doenças mentais e transtornos psiquiátricos são vistos como uma disfunção do cérebro. Enquanto que, sob a visão comportamental os indivíduos são observados como um conjunto de comportamentos regulados por estímulos específicos, que em conjunto com a visão cognitivista, observa a representação cognitiva consciente que cada indivíduo tem, sendo essencial para entender o funcionamento mental patológico e o funcionamento mental normal, e os sintomas e transtornos surgem de disfunções comportamentais e cognitivas originadas e reforçadas pelas experiências sócio familiares.

Os elementos fundamentais no estudo sobre transtornos psiquiátricos

O papel do humor na destruição de tabus
Fabiano de Abreu

“Na ótica psicanalítica, há uma grande importância para as emoções, e o homem é visto como um ser governado pelas forças inconscientes, pelos seus desejos e pelos seus conflitos. Nessa visão, os transtornos e as síndromes psiquiátricas são definidas pelas formas de expressões desses conflitos, medos e desejos”. Para Fabiano de Abreu, no estudo dos transtornos psiquiátricos há três elementos fundamentais. O primeiro é a herança genética, o segundo o funcionamento cerebral e, por fim, o ambiente. “Esse conhecimento gera consequências importantes para as definições da doença, as suas origens psicopatológicas herdadas ou adquiridas. E também para maior eficiência diagnóstica, de tratamento e prevenção dos transtornos mentais”, explica.

Com base nos resultados obtidos pela realização da revisão bibliográfica “podemos inferir que apesar de haver inúmeros estudos cujos resultados comprovam alterações neuroquímicas em diferentes patologias mentais, o reconhecimento da complexidade biológica das patologias aqui apresentadas, e que estão presentes na literatura científica, demonstram uma importante modificação nas principais teses sobre a determinação biológica dos transtornos mentais, trazendo à tona que a biologia não deve assumir um papel determinista e nem de interpretação linear dentro do estudo dos transtornos mentais”, acrescenta.

O caso do transtorno de humor bipolar

“O transtorno de humor bipolar, especificamente, é uma condição grave e incurável. Existem inúmeros estudos neurobiológicos para este transtorno psiquiátrico, no entanto, a relação das manifestações clínicas e comportamentais com essas conclusões ainda não foi bem esclarecida pela comunidade científica. Por fim, dentro desse contexto, mais estudos em áreas como a genética, biologia molecular e neuroimagem funcional em vetores são linhas de pesquisa promissoras para a melhor compreensão sobre as manifestações de THB”, conclui.

Divulgação: MF Press Global
Fotos: Fabiano de Abreu;

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