Mundial 2018

Mundial 2018 por Nuno Farinha: De Éder a Modric

Não é possível descortinar nada neste Mundial 2018, do ponto de vista tático, que mereça ser aproveitado para os próximos anos.

A França pode finalmente começar a digerir o famoso pontapé do Éder que lhe estava há dois anos atravessado na garganta. O pesadelo foi-se, agora, no Mundial 2018.

O fantasma está morto. É claro que a História nunca irá apagar a final que Portugal ‘roubou’ aos franceses em pleno Stade de France, mas a conquista de um título mundial é uma proeza que faz esquecer todos os dissabores, todas as dúvidas e todas as inquietações. É tempo de renascer.

A maior parte dos especialistas internacionais considera que este foi o Campeonato do Mundo mais cinzento dos últimos 50 anos.

Não é possível descortinar nada neste Mundial 2018, do ponto de vista tático, que mereça ser aproveitado para os próximos anos

As estrelas mais cintilantes passaram ao lado do Mundial 2018, as principais seleções caíram demasiado cedo e, para agravar tudo, não ficou para memória futura nenhuma nova tendência de jogo.

Não é possível descortinar nada neste Mundial, do ponto de vista tático, que mereça ser aproveitado para os próximos anos. Ainda assim, a ideia mais forte que resiste, ao fim de um mês de competição, acaba por ser a insistência de algumas equipas (ou de alguns treinadores) em acentuar práticas defensivas que parecem resgatadas a outras modalidades.

Uma nota final para Modric, que foi eleito, muito justamente, o melhor jogador do Campeonato do Mundo

Em muitos momentos, sobretudo perante adversários de maior capacidade criativa, viram-se linhas recuadas a fazer lembrar o que se aperfeiçoa no andebol, com ‘fortalezas’ montadas em frente à baliza, inamovíveis, sólidas, robustas, a estragar tantos jogos do ponto de vista plástico.

É pena, pois, que a única ideia relativamente nova deste Mundial 2018 tivesse sido… ‘anti’. Pode ser que em 2022 seja melhor.

Uma nota final para Modric, que foi eleito, muito justamente, o melhor jogador do Campeonato do Mundo. Aos 32 anos, o maestro croata deu uma série de recitais e ganhou um prémio individual que faz jus à sua brilhante carreira, em especial ao que tem feito em Madrid. Um jogador brilhante.

Nuno Farinha, jornalista
#convocado para o #Mundial2018

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