Mundial 2018

Mundial 2018 por Nuno Farinha: Está a acabar (e ainda bem)

Nuno Farinha #convocado para o Mundial 2018, na Rússia | Fernando Santos quis ‘dizer-nos’ que a coisa ia no bom caminho. E ia, realmente.

Um Campeonato do Mundo demora demasiado tempo. E parece ainda ‘mais comprido’ quando as coisas correm tão mal como (nos) correram desta vez, no Mundial 2018.

Correr mal é o quê? É quando o campeão da Europa ainda sente na boca o doce sabor da loucura que se viveu em Paris e acredita, por isso, que é possível voltar a tocar o céu.

Acreditar nunca custa nada. Basta isso: acreditar. Só é preciso ter vontade, fechar os olhos e querer muito. Fazer força. Lembrar o remate eterno. O salto que todos demos no final daquela noite de 2016 que nunca esqueceremos: 10 de julho.

«Onde é que estavas quando o Éder ganhou direito à eternidade?» Haverá alguém que não se lembre?

Um ‘feriado’ para o resto da vida, mesmo que nunca venha a existir no calendário. «Onde é que estavas quando o Éder ganhou direito à eternidade?» Haverá alguém que não se lembre?

A parte dolorosa é mesma essa. Foi tão bom que achámos que teria de acontecer outra vez. Depois de um Europeu, a única coisa que se pode desejar é um Mundial.

Conquistámos Paris e enfiámos na cabeça que Moscovo era logo a seguir. O lema que a Federação Portuguesa de Futebol criou para o Rússia 2018 foi muito feliz: «Sonhar é Humano». O slogan era perfeito. O pior foi o resto: o choque com a realidade. Que muitas vezes é violento.

Não jogámos especialmente bem na primeira fase, mas lá seguimos em frente. Tal e qual como em França. Fernando Santos chegou a lembrar que no Europeu nos qualificámos com 3 pontos e que agora, no Mundial, tínhamos conseguido fazer 5 (1 com Espanha, 3 com Marrocos e mais 1 com o Irão).

Mundial 2018 | Fernando Santos quis ‘dizer-nos’ que a coisa ia no bom caminho. E ia, realmente

Ou seja, o selecionador quis ‘dizer-nos’ que a coisa ia no bom caminho. E ia, realmente. Mas, ainda assim, sentia-se que o perigo espreitava em cada esquina.

E que o azar podia chegar a qualquer momento. Foi logo a seguir, quando um uruguaio de cabelos compridos (Cavani) nos surgiu à frente em forma de diabo.

Hoje, olhando para trás, o início do Mundial já parece demasiado distante. Bruno de Carvalho ainda era presidente do Sporting. E hoje é apenas um dos 6 ou 7 candidatos às eleições de setembro.

Cristiano Ronaldo ainda era jogador do Real Madrid. E agora está prestes a ser apresentado em Turim como a nova jóia da Juventus. Um Campeonato do Mundo demora demasiado tempo. Principalmente quando corre mal.

Nuno Farinha, jornalista
#convocado para o #Mundial2018

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