Mundial 2018 por Nuno Farinha: O Mundial de todas as desilusões Pep Guardiola 'tira o chapéu' ao Real Madrid

Mundial 2018 por Nuno Farinha: O Mundial de todas as desilusões

Mundial 2018 | «Já não está em prova qualquer jogador que tenha sido alguma vez número 1 do Mundo e ainda só vamos a meio do campeonato! Isto não é grave: é trágico»

Era difícil imaginar o cenário que está montado: ainda com o Mundial 2018 nos oitavos-de-final e já pouco resta da nata do futebol que nos encanta.

Já não há Cristiano Ronaldo, quase não chegou a haver Lionel Messi e até Iniesta já se foi embora pela porta dos fundos. De que forma poderá este Campeonato do Mundo resistir, nas próximas duas semanas, sem os maiores artistas do planeta, estando a competição praticamente resumida ao futebol-magia de Neymar e às arrancadas supersónicas de um menino francês de 19 anos chamado Kylian Mbappé?

A razia que já ameaça o sucesso da FIFA na mais importante competição futebolística do planeta é um fenómeno (negativo) que nunca se tinha visto, pelo menos nesta proporção.

Já não estão em prova o campeão do Mundo em título (Alemanha) nem o vice-campeão (Argentina). O 3.º classificado do último Mundial (a Holanda) nem sequer tinha conseguido o ‘bilhete’ para a Rússia.

Mas há muito mais. O atual detentor da Copa América (Chile) também ficou fora da festa. E o vice-campeão da Copa América (a Argentina) também já não mora aqui.

O campeão da Europa em título (Portugal) voltou a casa mais cedo do que estaria à espera. E sobre os dois finalistas da última edição da Taça das Confederações (Alemanha e Chile) também já tudo foi tudo.

Mundial 2018 | «Já não está em prova qualquer jogador que tenha sido alguma vez número 1 do Mundo e ainda só vamos a meio do campeonato! Isto não é grave: é trágico»

Cristiano Ronaldo e Lionel Messi levaram para casa as últimas 10 (!) Bolas de Ouro. Ou seja, aqueles que venceram todas as eleições para melhor jogador do Mundo na última década já não estão na Rússia desde o passado fim-de-semana.

Quer dizer, portanto, que não está em prova qualquer jogador que tenha sido alguma vez número 1 do Mundo e ainda só vamos a meio do campeonato! Isto não é grave: é trágico.

Já não bastava termos ficado privados de ver desfilar na Praça Vermelha a sempre ‘Bella Italia’ ou a encantadora ‘Laranja Mecânica’ (ambas as seleções falharam rotundamente na fase de acesso), ainda por cima estamos agora a assistir ao Mundial mais atípico de sempre – e que, já agora, também deve estar a deixar as casas de apostas com os nervos em franja.

No meio de tantas más notícias para os amantes do bom futebol, há ainda em aberto uma espécie de ‘profecia’ que, pelo menos, continua a ser interessante acompanhar: o chamado ‘efeito Pep‘.

Como se sabe, os últimos dois Mundiais foram vencidos por nações onde Guardiola estava a trabalhar. Em 2010 orientava o Barcelona e foi Espanha a vencer o Campeonato da África do Sul. Em 2014 treinava o Bayern Munique e foi a Alemanha a sagrar-se campeã no Brasil.

Tanto Espanha como Alemanha beneficiaram muito da(s) base(s) de ambos os clubes que Guardiola dirigia. Mas o impacto foi ainda maior: o estilo imposto pelo técnico acabou sempre por contagiar os respectivos campeonato nacionais, com várias equipas a ‘beberem’ dos ensinamentos daquele que é, para muitos, o melhor treinador da atualidade.

Guardiola é atualmente responsável pelo Manchester City e a Inglaterra, pelo que se tem visto, promete ir longe neste Mundial. Mais: se olharmos para o calendário, a final de Moscovo pode até nem estar assim tão longe. Será que… não há duas sem três?

Nuno Farinha, jornalista
#convocado para o #Mundial2018

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