Mundial 2018 por Nuno Farinha: O efeito Bruno de Carvalho

Mundial 2018 por Nuno Farinha: O efeito Bruno de Carvalho

Mundial 2018 | Aquele ataque terrorista a Alcochete (e as rescisões que se seguiram) que peso teve na decisão de quem foi votar ao Altice Arena? Está à vista, não está?

Há muitos meses que a ‘vantagem’ dos leões nas convocatórias da Seleção Nacional era um dado adquirido. O Sporting tornara-se, de há longo tempo a esta parte, o clube que cedia mais jogadores em cada convocatória de Fernando Santos. A lista final para este Mundial 2018 não foi exceção. O clube de Alvalade, com 4 jogadores chamados para a missão na Rússia, era o mais representado nas escolhas do selecionador português. Até que…

… aconteceu o que se sabe. Naquele brutal terramoto com epicentro em Alcochete mas que abalou toda a estrutura verde-e-branca, o Sporting entrou em estado de choque e rapidamente ficou a um curto passo do colapso.

Ninguém esquece o filme. As agressões no balneário da Academia. As imagens dramáticas de jogadores, em aparente depressão, a saírem de uma esquadra de polícia no Montijo já para lá da meia-noite. As lágrimas de Rui Patrício após a final (perdida) no Jamor. A revolta dos adeptos em vigílias junto ao estádio. E por aí fora. Não era difícil prever que a ‘fatura’ haveria de chegar. Tratava-se apenas uma questão de tempo.

Mundial 2018 | «Aquele ataque terrorista a Alcochete (e as rescisões que se seguiram) que peso teve na decisão de quem foi votar ao Altice Arena?»

Primeiro Rui Patrício. O capitão rescindiu invocando justa causa. Fê-lo numa extensa carta recheada de detalhes que deixavam Bruno de Carvalho em muito má posição. Depois, de uma assentada, os outros três leões que já se encontravam em estágio às ordens de Fernando Santos.

No mesmo dia, quase em simultâneo, soube-se que William Carvalho, Bruno Fernandes e Gelson Martins também rescindiram de forma unilateral. Ou seja, o Sporting, que era clube com mais jogadores na Seleção Nacional, deixou de estar representado. Zero. Pura e simplesmente.

Já em pleno Mundial 2018, a informação oficial distribuída à Imprensa indicava que a equipa de Portugal era composta por atletas do Real Madrid, do Mónaco, do Manchester City, do Borussia Dortmund, do Besiktas, do Benfica, do FC Porto e ainda por 4 jogadores “sem clube”.

«O que pensará um sócio dos leões ao olhar para uma Seleção Nacional que entra em campo sem qualquer jogador do Sporting?»

Qual o sentimento de um adepto ao ver que os seus ativos mais valiosos passaram a estar disponíveis para quem os quisesse levar, assim mesmo, sem qualquer custo?

E o que pensará um sócio dos leões ao olhar para uma Seleção Nacional que entra em campo sem qualquer jogador do Sporting?

Em suma: aquele ataque terrorista a Alcochete (e as rescisões que se seguiram) que peso teve na decisão de quem foi votar ao Altice Arena? Está à vista, não está?

Nuno Farinha, jornalista
#convocado para o #Mundial2018

LEIA MAIS: «Bola de Ouro n.º 6»

LEIA MAIS: «Quem tem Cristiano…»

LEIA MAIS: «Cristiano, dá para repetir?»


ÚLTIMOS ARTIGOS

Mundial 2018 por Nuno Farinha: O efeito Bruno de Carvalho

Mundial 2018 | Aquele ataque terrorista a Alcochete (e as rescisões que se seguiram) que peso teve na decisão de quem foi votar ao Altice Arena? Está à vista, não está?