Vuelta: Magnus Cort impõe-se em ‘sprint’ em que Rui Costa foi relegado

O dinamarquês Magnus Cort impôs-se na 16.ª etapa da Volta a Espanha em bicicleta, em que Rui Costa foi terceiro, mas acabou relegado pela organização para o 32.º lugar.

Vuelta: Magnus Cort impõe-se em 'sprint' em que Rui Costa foi relegado

Vuelta: Magnus Cort impõe-se em ‘sprint’ em que Rui Costa foi relegado

O dinamarquês Magnus Cort impôs-se na 16.ª etapa da Volta a Espanha em bicicleta, em que Rui Costa foi terceiro, mas acabou relegado pela organização para o 32.º lugar.

Ciudad Rodrigo, Espanha, 06 nov 2020 (Lusa) – O dinamarquês Magnus Cort (Education First) impôs-se hoje na 16.ª etapa da Volta a Espanha em bicicleta, em que Rui Costa (UAE Emirates) foi terceiro, mas acabou relegado pela organização para o 32.º lugar.

O poveiro perdeu o pódio por ‘sprint’ irregular e foi relegado para o final do grupo que discutiu a vitória em etapa, ‘promovendo’ ao terceiro posto o australiano Dion Smith (Mitchelton-Scott).

Cort, de 27 anos, cumpriu os 162 quilómetros entre Salamanca e Ciudad Rodrigo em 4:04.35 horas, batendo o camisola vermelha, o esloveno Primoz Roglic, segundo classificado, num ‘sprint’ em que o campeão português de fundo tinha sido terceiro.

Ao bonificar seis segundos pelo segundo posto, Roglic reforça a liderança da geral, na qual tem agora uma vantagem de 45 segundos para o equatoriano Richard Carapaz (INEOS), segundo, e 53 para o britânico Hugh Carthy (Education First), terceiro.

Num dia em que se esperava um esforço da fuga para poder vingar, além de movimentações dos rivais de Roglic para lhe tirar a camisola vermelha, ou pelo menos reduzir a vantagem, foi o francês Rémi Cavagna (Deceuninck-QuickStep), dos homens combativos desta Vuelta, o mais inconformado, tendo sido apanhado apenas a dois quilómetros da meta.

Apesar de tanto a INEOS como a Movistar, do espanhol Enric Mas, terem endurecido a corrida no pelotão, reduzindo-o a um grupo de favoritos e outros homens rápidos que procuravam a etapa, não conseguiram desalojar nem o esloveno nem alguns dos seus ‘homens fortes’.

Reduzidos à luta pela vitória em etapa, a Movistar fez de tudo para lançar o veterano espanhol Alejandro Valverde, que voltou a ser batido por Rui Costa, que terá sido relegado por se desviar da sua linha e ‘para cima’ da de Roglic, num ‘sprint’ em que Cort veio de trás para ganhar.

“A 500 metros estava numa posição decente, não estava longe da frente. Encontrei uma abertura a 200 metros, talvez menos, e daí dei tudo o que tinha. Tem sido difícil para toda a gente este ano, e significa muito que tenha conseguido ganhar”, atirou.

O dinamarquês, que conseguiu outra vitória em grandes Voltas após duas na Vuelta em 2016 e uma na Volta a França de 2018, lembrou que testou positivo ao novo coronavírus e só regressou aos treinos três semanas antes do arranque em Espanha, pelo que é “muito agradável” ter conseguido vencer.

Adiada para sábado, e para a subida especial do Alto de la Covatilla, ficou a luta pela geral final, antes da ‘procissão’ até Madrid de domingo, e apesar do trabalho de equipas rivais, foi mesmo Roglic a reforçar a liderança, em vez de ficar com ela em risco.

“Hoje, ao ganhar cinco segundos, e já passou o Angliru… há ainda um grande dia amanhã [sábado], o dia decisivo. Precisamos de ficar focados e fazer o nosso melhor, e aí vamos ver o que isso vale”, atirou ‘Rogla’, não se comprometendo com se é ou não favorito a ganhar a Vuelta pelo segundo ano seguido.

O esloveno admitiu que, “como líder da classificação por pontos”, tinha quase uma obrigação de disputar o ‘sprint’ hoje, até por querer ser “o ciclista mais completo possível”, mas acabou por “ficar curto” para o que seria uma quinta vitória em etapas nesta edição.

Nelson Oliveira (Movistar) subiu a 39.º na geral, ao ser 50.º na etapa, enquanto Ricardo Vilela (Burgos-BH) foi 86.º e também subiu para 89.º. Os irmãos Ivo Oliveira, 98.º, e Rui Oliveira, 95.º, ambos da UAE Emirates, também subiram na geral, para 102.º e 126.º, respetivamente.

Apesar de ser penalizado, chegar com o mesmo tempo do vencedor leva Rui Costa a subir seis postos na geral, para o 43.º posto.

No sábado, a 17.ª e penúltima etapa é a decisiva na luta pela vitória final, com 178,2 quilómetros entre Sequeros e o Alto de la Covatilla, uma subida de contagem especial no fim de um dia com outras cinco contagens, uma de primeira categoria.

SIF // NFO

By Impala News / Lusa

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