Vuelta: Evenepoel continua a dominar, nas montanhas ou no ‘crono’, e é mais líder

O ciclista belga Remco Evenepoel (QuickStep-Alpha Vinyl) dominou hoje o pelotão da Volta a Espanha ao vencer o contrarrelógio da 10.ª etapa, depois de já ter feito o mesmo na montanha, e destacou-se ainda mais na frente da geral.

Vuelta: Evenepoel continua a dominar, nas montanhas ou no 'crono', e é mais líder

Vuelta: Evenepoel continua a dominar, nas montanhas ou no ‘crono’, e é mais líder

O ciclista belga Remco Evenepoel (QuickStep-Alpha Vinyl) dominou hoje o pelotão da Volta a Espanha ao vencer o contrarrelógio da 10.ª etapa, depois de já ter feito o mesmo na montanha, e destacou-se ainda mais na frente da geral.

Evenepoel, de 22 anos, cumpriu os 30,9 quilómetros do ‘crono’ em 33.18 minutos, 48 segundos mais rápido do que o esloveno Primoz Roglic (Jumbo-Visma), segundo, e um minuto para o colega de equipa francês Rémi Cavagna, terceiro.

A primeira vitória em ‘grandes Voltas’, e 34.ª como profissional, permite-lhe reforçar a liderança da geral, na qual Roglic subiu a segundo, a 2.41 minutos do líder, por troca com o espanhol Enric Mas (Movistar), agora terceiro, a 3.03.

À 10.ª etapa, as diferenças de tempo contam toda a história que é preciso contar no que toca ao domínio do belga: o 10.º classificado, o britânico Tao Geoghegan Hart (INEOS), já está a 7.37 minutos.

A correr apenas a sua segunda ‘grande Volta’, após abandonar a meio da Volta a Itália de 2021, Evenepoel começa a justificar o que lhe apontam desde cedo, como ‘novo Merckx’, e hoje já seria o principal favorito.

Ainda assim, foi o único a fazer o ‘crono’ a mais de 55 quilómetros por hora, único a baixar dos 34 minutos, e assim conseguiu vencer pela primeira vez na Vuelta.

“Estou tão feliz por vencer uma etapa. Consegui o meu sonho, e agora vamos lutar para vencer esta Vuelta”, declarou o campeão belga de contrarrelógio.

Está “sem pressão”, porque venceu uma etapa, e a equipa “está superconfiante”, pelo que o objetivo é vencer a Vuelta após um contrarrelógio em que “era preciso manter o ritmo a toda a hora porque era plano e com um final difícil”.

Longe do domínio belga, outra das imagens do dia, por motivos diferentes, foi o ‘azar’ de João Almeida (UAE Emirates), que perdeu imenso tempo, já no último quilómetro, ao enganar-se na curva, a caminho da meta.

Acabou com o 15.º tempo, um lugar abaixo de Nelson Oliveira (Movistar), melhor português, e manteve o sétimo posto na geral, agora a 6.45 minutos do camisola vermelha.

O dia teve boas prestações do britânico Simon Yates (BikeExchange-Jayco), subindo a quinto, do colombiano Miguel Ángel López (Astana), que surpreendeu e segue em oitavo, e do próprio Roglic, que subiu a segundo por troca com Mas e será a principal oposição a Remco até final.

O bom resultado no ‘crono’ permitiu a Nelson Oliveira subir a 37.º da geral, enquanto Ivo Oliveira (UAE Emirates) é 149.º, também subindo postos, mas em parte devido às ausências pela covid-19.

Aproximam-se já das duas dezenas as desistências devido a testes positivos, e hoje o pelotão perdeu alguns nomes importantes, do italiano Edoardo Affini (Jumbo-Visma), que seria um favorito ao ‘crono’, ao irlandês Sam Bennett (BORA-hansgrohe), que venceu duas etapas ao ‘sprint’ durante o arranque nos Países Baixos.

O britânico Ethan Hayter (INEOS) foi outra das ‘vítimas’ do novo coronavírus, como o dinamarquês Mathias Norsgaard (Movistar).

Na quarta-feira, o pelotão enfrenta 191,2 quilómetros entre Alhama de Murcia e Cabo de Gata na 11.ª etapa, com traçado pouco acidentado, podendo favorecer uma chegada discutida ao ‘sprint’.

SIF // MO

By Impala News / Lusa

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