UCI suspende Rádio Popular-Paredes-Boavista por 20 dias das competições internacionais

A Rádio Popular-Paredes-Boavista foi suspensa por 20 dias das competições internacionais pela União Ciclista Internacional, na sequência dos castigos de Domingos Gonçalves e David Rodrigues.

UCI suspende Rádio Popular-Paredes-Boavista por 20 dias das competições internacionais

UCI suspende Rádio Popular-Paredes-Boavista por 20 dias das competições internacionais

A Rádio Popular-Paredes-Boavista foi suspensa por 20 dias das competições internacionais pela União Ciclista Internacional, na sequência dos castigos de Domingos Gonçalves e David Rodrigues.

Redação, 26 abr 2022 (Lusa) — A Rádio Popular-Paredes-Boavista foi suspensa por 20 dias das competições internacionais pela União Ciclista Internacional (UCI), na sequência dos castigos de Domingos Gonçalves e David Rodrigues, por irregularidades no passaporte biológico, confirmou à Lusa José Santos.

“Isto é um processo meramente desportivo”, vincou o diretor desportivo da formação ‘axadrezada’, detalhando que a suspensão vigorará entre 29 de abril e 18 de maio e terá incidência apenas em competições internacionais.

Na base da suspensão da Rádio Popular-Paredes-Boavista está o artigo 7.12.1 do Regulamento Antidopagem da UCI, que preconiza que “se num período de 12 meses dois ciclistas e/ou pessoas contratadas por uma equipa registada” naquele organismo forem notificados de “um resultado analítico adverso por um método ou substância proibidos” ou “de uma violação antidopagem” resultante de alterações no passaporte biológico, “a equipa deve ser suspensa […] de participar em eventos internacionais por um período a determinar” pela Comissão Disciplinar da UCI.

“A suspensão não deve ser inferior a 15 dias e superior a 45”, lê-se ainda naquele artigo.

A decisão da UCI resulta dos castigos aplicados a Domingos Gonçalves e David Rodrigues, que se encontram atualmente a cumprir suspensões de quatro anos por irregularidades no passaporte biológico, em casos que remontam a 2018.

Em 12 de dezembro de 2019, a UCI anunciou que Domingos Gonçalves tinha sido notificado de “uma violação do regulamento antidopagem por uso de uma substância proibida, com base nas anomalias detetadas no seu passaporte biológico entre 2016 e 2018”.

O antigo bicampeão nacional de contrarrelógio (2017 e 2018) e campeão nacional de fundo (2018), que está impedido de participar em qualquer prova até 11 de dezembro de 2023, viu ainda anulados os resultados desportivos entre 11 de julho de 2018 e a data da suspensão provisória, perdendo, entre outros, o nono lugar da Volta a Portugal de 2018, e a etapa que ganhou, e a prata nos nacionais de contrarrelógio do ano seguinte.

Também David Rodrigues cumpre uma sanção de quatro anos, segundo a lista de sanções disciplinares publicada no sítio oficial da Autoridade Antidopagem de Portugal (AdoP), por anomalias detetadas em 2018.

“Isto desanima os ciclistas, porque foi uma situação que aconteceu há quatro anos”, reconheceu à Lusa José Santos, referindo-se ao estado de espírito do seu plantel atual.

O diretor desportivo revelou ainda que a equipa tentou ‘acelerar’ o processo para que a suspensão não coincidisse com o Troféu Joaquim Agostinho e a Volta a Portugal, as próximas duas competições internacionais disputadas em Portugal.

AMG // JP

By Impala News / Lusa

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