Técnico José Mota atinge 400 jogos na I Liga e está “aí para as curvas”

O técnico do Desportivo de Chaves, José Mota, atinge hoje o jogo 400 como treinador principal na I Liga portuguesa de futebol, frente ao Belenenses, e garante estar “aí para as curvas” e disposto a continuar a evoluir.

Técnico José Mota atinge 400 jogos na I Liga e está

Técnico José Mota atinge 400 jogos na I Liga e está “aí para as curvas”

O técnico do Desportivo de Chaves, José Mota, atinge hoje o jogo 400 como treinador principal na I Liga portuguesa de futebol, frente ao Belenenses, e garante estar “aí para as curvas” e disposto a continuar a evoluir.

“É uma marca importante, mas temos de saber viver os nossos momentos e, atualmente, a minha ambição é conseguir que o Desportivo de Chaves fique na I Liga, continuar a evoluir e ser cada dia melhor na relação com os atletas e clube”, adiantou à Lusa o treinador que atinge o ‘número redondo’ no principal escalão hoje, às 20:30, na receção do emblema transmontano ao Belenenses, para a 29.ª jornada do campeonato.

Sendo uma meta que ambicionava quebrar, José Mota entende ser, aos 55 anos, ainda “relativamente novo” e, usando expressões populares, assegura estar “aí para as curvas” e para “o que der e vier”.

“É cada vez mais difícil atingir estas marcas, que na carreira de qualquer treinador são importantes”, reconhece, explicando que enquanto tiver “saúde, convicções e ambição” irá permanecer no futebol de “corpo e alma”.

A carreira de José Mota no escalão máximo do futebol português começou no Paços de Ferreira no ano de 2000, tendo já representado mais seis clubes, nomeadamente Leixões, Vitória de Setúbal, Gil Vicente, Feirense, Desportivo das Aves e Desportivo de Chaves, o seu clube atual.

O treinador destaca os “10 anos de grandes alegrias” que viveu no Paços de Ferreira, pelo qual alcançou dois sextos lugares, em 2002/2003 e em 2006/2007, época em que conseguiu ainda acesso à Taça UEFA (atual Liga Europa). Ainda nos ‘castores’, não esquece os dois títulos da II Liga, em 1999/2000 e 2004/2005.

Mas, os outros seis clubes que o técnico natural de Paredes, distrito do Porto, já representou também merecem o seu reconhecimento por terem “ajudado a crescer como homem e treinador”.

Na memória está a melhor classificação de sempre, um sexto lugar, do Leixões na I Liga, em 2008/2009, e a temporada passada, em que salvou o Desportivo das Aves da descida e conquistou a primeira Taça de Portugal, frente ao Sporting, quer da sua carreira, quer do palmarés do clube.

“Orgulho-me muito destes 400 jogos, pois é um marco muito importante na minha carreira. Entro para um leque de treinadores que conseguiram atingir esta marca e é um momento de grande satisfação, por tudo o que tenho feito no futebol português. Por todos os clubes por onde passei, deixei a minha marca e isso para mim é o mais importante”, vincou.

No ativo na I Liga, José Mota é o treinador com mais jogos, igualando nomes como Manuel Machado, Jaime Pacheco ou Carlos Brito, também com 400 ou mais jogos realizados e continuando a perseguir nomes como José Maria Pedroto, Manuel José, Mário Wilson, Vítor Manuel, Jorge Jesus ou Manuel Cajuda, que têm mais de 500, ou Manuel Oliveira e Fernando Vaz, com mais de 600 jogos.

Um dos técnicos com mais jogos no campeonato português, Manuel José, com 560, foi também quem ajudou José Mota a crescer com “alguns bons conselhos”, que o próprio também deixa aos jovens treinadores em início de carreira.

“Foi há 400 jogos, mas lembro-me perfeitamente. Perguntou-me se queria ser treinador de carreira ou treinador por dois ou três anos, e percebi a mensagem. Ser treinador de carreira é extremamente difícil. Sempre soube respeitar os clubes por onde passei e estar com as minhas ideias, pois não gosto de fazer o que os outros entendem”, contou.

Sem ainda ter representado um dos três clubes considerados ‘grandes’ do futebol português, o técnico garante que não é uma obsessão, mas não fecha a porta a um eventual convite.

José Mota entende que o seu trabalho “fala por si”, muitas vezes em clubes com “grandes dificuldades” e sempre sem “projetos europeus como objetivo”.

Embora durante alguns anos tivesse pensado que o convite de um ‘grande’ poderia surgir, rejeita lamentar-se ou olhar para trás, pois pretende “viver o dia-a-dia com grande intensidade” e estar onde as pessoas o querem.

“Todos ambicionamos e queremos o melhor para a nossa carreira e se as coisas se proporcionarem um dia, certamente ficarei feliz”, atirou.

Atualmente, o foco de José Mota está em levar o Desportivo de Chaves, 17.º e penúltimo classificado, à manutenção e para o técnico a melhor forma de “recordar para sempre” o jogo 400 na I Liga portuguesa de futebol seria “com uma vitória” em casa, sobre o Belenenses, sétimo colocado, hoje, às 20:30, para a 29.ª jornada.

DYMC // PFO

By Impala News / Lusa

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