Taça da Liga: Benfica, Sporting, FC Porto e SC Braga com 47 infetados

Rui Pedro Braz, comentador desportivo da TVI, defende estatuto especial na pandemia de covid-19 para o Futebol, mas critica “guerrilhas pífias” em vésperas do pontapé-de-saída da Taça da Liga.

Taça da Liga: Benfica, Sporting, FC Porto e SC Braga com 47 infetados

Taça da Liga: Benfica, Sporting, FC Porto e SC Braga com 47 infetados

Rui Pedro Braz, comentador desportivo da TVI, defende estatuto especial na pandemia de covid-19 para o Futebol, mas critica “guerrilhas pífias” em vésperas do pontapé-de-saída da Taça da Liga.

Benfica, Sporting, FC Porto e Sporting de Braga – “os 4 semifinalistas da Taça da Liga” – “têm ou tiveram, até hoje, um total de 47 casos de jogadores positivos para covid-19“, aponta Rui Pedro Braz, comentador desportivo da TVI. “Num universo de 112 atletas que compõem os respectivos plantéis […], trata-se de 42% de contágios confirmados”, contabiliza, comparando a percentagem com a que se regista no Pais, “5,5% de contágios contabilizados”.

Para Braz, parece evidente que, mesmo perante esta percentagem aparentemente alarmante, o Desporto-rei “pode e deve ser tratado de forma diferente”, defende. E explica as várias razões por que o entende. Primeiro, diz, “porque tratar-se, efectivamente, de um universo fechado, completamente distinto” do da restante sociedade”. Depois porque atletas e staff dos clubes profissionais são testados “esmagadoramente mais do que o comum-cidadão”. “Porque estão num ambiente muito mais restrito, fechado e propenso a contaminação mais veloz dentro do grupo. Porque pertencem a uma amostra de população jovem, saudável e, teoricamente, mais resistente (não confundir com imune) à pandemia, como prova a mortalidade nula e os zero casos graves manifestados até ao momento entre os clubes” finalistas da Taça da Liga.

Crítica às «guerrilhas pífias na Taça da Liga

Todavia, critica Rui Pedro Braz, “o tratamento diferenciado (e até privilegiado) de que o Futebol pode e deve ser alvo não pode, de maneira nenhuma, tornar-se numa manifestação de irresponsabilidade perante as normas em vigor”. “A mensagem a passar tem de ser de rigor e de controlo absolutamente inatacáveis. A percepção pública é (quase) tudo e o País, no momento delicado que atravessa, não pode ser palco de guerrilhas pífias, lutas de egos e demonstrações públicas de descontrolo e desacordo.”

“Colocar em causa os procedimentos de laboratórios credenciados, fazer acusações formais de ‘intenção de crime público’ ou sacudir a água do capote quando chega o momento das decisões críticas não são, nem podem ser, comportamentos aceitáveis entres os clubes e os órgãos de tutela do Futebol e da Saúde”, opõe-se, antes de pedir entendimento, menos conversa e mais… jogo pelo jogo. “Entendam-se! Vão a jogo, não vão a jogo, façam o que bem entenderem. Mas coloquem ponto final no ruído e na polémica, para que este tema tão melindroso possa sair imediatamente da agenda mediática! O Futebol agradece e o País também”, conclui, numa publicação de hoje, terça-feira, 19 de janeiro, nas redes sociais.

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