O seguir em frente dos sobreviventes da Chapecoense

A 28 de novembro de 2016, a tragédia abateu-se sobre o ‘pequeno’ Chapecoense. Na queda do avião morreram 71 pessoas, tendo seis conseguido sobreviver.

O seguir em frente dos sobreviventes da Chapecoense

O seguir em frente dos sobreviventes da Chapecoense

A 28 de novembro de 2016, a tragédia abateu-se sobre o ‘pequeno’ Chapecoense. Na queda do avião morreram 71 pessoas, tendo seis conseguido sobreviver.

Dois anos depois do fatídico dia do acidente aéreo que vitimou a equipa da Chapecoense, perto de Medellín, na Colômbia, recordamos a história  da maior tragédia se sempre a vitimar uma equipa de futebol.

Para além da equipa da cidade interior de Chapecó que iria disputar a equipa colombiana do Atlético Nacional na final da Taça Sul-Americana (equivalente à Liga Europa), seguiam a bordo jornalistas e os membros da tripulação. Entre todos, apenas seis pessoas sobreviveram. Agora, vamos tentar perceber como é que cada um seguiu com as duas vidas.

A hospedeira de bordo Ximena Suarez voltou a estar perto de aviões ao trabalhar num aeroporto, mas ainda não conseguiu voltar a voar, apesar de ser seu desejo voltar à profissão que exercia antes do desastre aéreo. Erwin Tumiri, também ele membro da tripulação do voo da LaMia, prefere estar afastado de tudo o que se relacione com o acidente e prefere não falar sobre o dia 28 de novembro.

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Rafael Henzel, jornalista da rádio ‘Oeste Capital FM’, regressou ao trabalho 52 dias após a queda do avião, tendo escrito um livro intitulado ‘Viva como se estivesse de partida’, lançado em maio de 2017. Num seminário sobre prevenção de acidentes de trabalho, Henzel afirmou que «No acidente aéreo todas as regras de segurança foram quebradas: aprovação irregular de plano de voo, não abastecimento do avião, não pedido de urgência para pousar e etc. As normas de segurança nas empresas já foram escritas, estão lá para serem cumpridas».

Alan Ruschel, que depois do acidente passou a usar o número 28 como homenagem, é o único dos sobreviventes que já regressou ao futebol, tendo disputado 16 jogos ao longo da actual temporada. O médio esquerdo voltou a pisar os relvados no Torneio Joan Gamper, em casa do FC Barcelona, no dia 7 de agosto de 2017. A título pessoal, Alan espera o seu primeiro filho.

O guarda-redes Jakson Follmann, perdeu uma perna direita na queda do avião e hoje faz parte da estrutura directiva da Chapecoense, tendo o cargo de embaixador internacional e Relações Públicas. Para além do cargo directivo, Follmann está a terminar o curso de Gestão Desportiva da Confederação Brasileira de Futebol e abriu uma clínica para amputados no estado de Santa Catarina, onde fala sobre a sua experiência com outros pacientes.

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Hélio Neto, defesa central, continua com o desejo de voltar aos relvados. Neto foi a última pessoa a ser resgatada do avião, tendo já sido operado por quatro vezes aos joelhos, uma vez ao nariz e outra ao crânio. Um dos médicos da equipa de Chapecó, Carlos Henrique Silva, acompanha diariamente as sessões de fisioterapia do central de 33 anos e referiu «acreditamos bastante que ele possa regressar aos relvados. O nosso trabalho está sendo feito de forma a deixá-lo em condições de realizar a pré-temporada com o plantel. Se ele não tiver dor, vai ganhar massa muscular de volta e regressará ao futebol», numa entrevista à Folha de São Paulo. A ideia é que Neto volte a competir com a Chapecoense em 2019, tendo contrato com o clube até ao ano seguinte.

Depois de dois anos, a Chapecoense luta agora pela manutenção na Serie A do Brasileirão, jogando a partida decisiva no próximo domingo, dia 2, frente ao São Paulo.

Texto: Vítor Miguel Gonçalves | WIN

 

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