Portugal quer quebrar hegemonia da Espanha no hóquei em patins feminino

Portugal inicia na segunda-feira o Europeu feminino de hóquei em patins frente à Inglaterra, na Mealhada, com a difícil missão de quebrar a hegemonia da pentacampeã Espanha e reconquistar o título que foge há 20 anos.

Portugal quer quebrar hegemonia da Espanha no hóquei em patins feminino

Portugal quer quebrar hegemonia da Espanha no hóquei em patins feminino

Portugal inicia na segunda-feira o Europeu feminino de hóquei em patins frente à Inglaterra, na Mealhada, com a difícil missão de quebrar a hegemonia da pentacampeã Espanha e reconquistar o título que foge há 20 anos.

O selecionador Hélder Antunes reconhece que a Espanha, vencedora dos últimos cinco Europeus e três Mundiais, “é um adversário forte”, pelo que a fasquia está elevada para Portugal, numa equação em que acrescenta a seleção de Itália.

“A fasquia tem de estar sempre elevada. Quando estamos a representar Portugal, temos que lutar por todas as vitórias, representar o país ao mais alto nível e almejar conquistar tudo”, disse Hélder Antunes à agência Lusa.

O selecionador nacional recorda que a seleção espanhola, que derrotou a portuguesa nas últimas quatro finais europeias (2018, 2015, 2013 e 2011), “está invicta há vários anos” e é tricampeã mundial em título (2019, 2017 e 2016).

O treinador acrescenta a seleção italiana à equação do título a decidir no Pavilhão Municipal do Luso, dado que no último Mundial, em 2019, caiu apenas nas meias-finais perante a Espanha (4-2), após ter vencido Portugal na fase de grupos (3-2).

“[A Itália] É uma seleção que está em crescendo e também se quer colocar noutros patamares e lutar por outros objetivos”, considerou Hélder Antunes, garantindo que Portugal irá encarar a prova jogo a jogo sem pensar na final.

A competição é composta por um campeonato a cinco, em que todas as seleções se defrontam, após o que as duas primeiras classificadas disputam uma final para decidir o título e as duas seguintes medem forças para o terceiro e quarto lugares.

“Vamos passo a passo, porque não podemos estar a pensar na final antes de lá chegar. O foco vai começar com a Inglaterra e até lá não há pensamentos em finais, porque se não ganharmos nada mais interessa”, considerou Hélder Antunes.

O selecionador quer “entrar bem” na prova, que tem a jornada inaugural na segunda-feira, e “fazer um campeonato positivo para poder almejar estar nas decisões”, mas para isso Portugal tem de se “focar no primeiro jogo com a Inglaterra”.

“A prova, com jogos seguidos, é de exigência máxima, pois não há tempo para fazer correções. É, por isso, fundamental ter um trabalho de base feito para poder responder a todas as nuances que surgirem na competição”, disse.

Questionado se se já imaginava a disputar a final com a Espanha, Hélder Antunes disse que só com o decurso da competição é que essa sensação pode surgir e garantiu que a seleção está a trabalhar no limite das suas capacidades para que tal aconteça.

A poucos dias do início do Europeu, a seleção lusa sofreu a contrariedade de ter ficado privada de Renata Balonas, por lesão, situação que levou o treinador a chamar Joana Teixeira, do CA Feira.

“É uma situação triste, mas que nós temos de saber ultrapassar. A seleção tem de estar preparada para todos os cenários. Quando acontecem estes percalços temos que reagir e ter soluções para nos apresentarmos ao mais alto nível”, explicou.

O grupo às ordens de Hélder Antunes é formado por Maria Vieira, Beatriz Figueiredo, Marlene Sousa, Raquel Santos e Maria Sofia Silva (Benfica), Cláudia Vicente, Ana Catarina Ferreira, Sofia Moncóvio e Rita Batista (Sporting) e Joana Teixeira (CA Feira).

Portugal inicia a sua participação no Europeu na segunda-feira frente à Inglaterra, após o que se seguem as seleções da França (terça-feira), Itália (quarta-feira) e Espanha (quinta-feira).

APS // NFO

By Impala News / Lusa

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