Mundial2022: “Se fizermos o povo feliz, o nosso objetivo já estará cumprido” – Taremi

O futebolista Mehdi Taremi, que alinha no FC Porto, expressou hoje o desejo de “proporcionar felicidade” ao povo iraniano durante o Mundial2022 e mitigar, de alguma forma, o clima de tensão que se vive naquele país.

Mundial2022:

Mundial2022: “Se fizermos o povo feliz, o nosso objetivo já estará cumprido” – Taremi

O futebolista Mehdi Taremi, que alinha no FC Porto, expressou hoje o desejo de “proporcionar felicidade” ao povo iraniano durante o Mundial2022 e mitigar, de alguma forma, o clima de tensão que se vive naquele país.

“Quero enviar as minhas condolências ao meu povo. Têm sido tempos diferentes e quero expressar os meus sentimentos a todos os que perderam entes queridos. Estamos aqui para proporcionar felicidade ao nosso povo e, se o conseguirmos, o nosso objetivo já estará cumprido”, afirmou Taremi, em declarações aos jornalistas portugueses, em Al Rayyan, no Qatar.

O avançado do FC Porto, que falava na unidade hoteleira em que está instalada a seleção iraniana que vai participar no Mundial2022, salientou, contudo, que a formação comandada pelo português Carlos Queiroz está totalmente concentrada na competição que arranca no domingo.

“Também temos deveres profissionais, como qualquer outra pessoa na sociedade, portanto temos de estar totalmente concentrados nisso também. Sinto muito pelo meu povo, mas estou totalmente concentrado na seleção. A partir deste momento, quero apenas pensar na minha equipa e no Mundial”, afirmou o internacional iraniano, de 30 anos.

Mais de 300 pessoas foram mortas e quase 15.000 detidas nos protestos no Irão desencadeados pela morte de uma mulher em 16 de setembro após ser detida pela polícia de costumes, segundo dados avançados pelo grupo Ativistas dos Direitos Humanos.

As manifestações, que são já consideradas a maior ameaça ao regime teocrático do Irão desde a Revolução Islâmica, em 1979, deverão intensificar-se nos próximos dias, à medida que as pessoas vão para as ruas para marcar o luto dos 40 dias pelos primeiros manifestantes mortos, uma cerimónia comum em vários países do Médio Oriente.

Mahsa Amini morreu num hospital em 16 de setembro, três dias após ser detida pela polícia da moralidade por usar o véu islâmico alegadamente de forma incorreta. Desde então, os protestos mantêm-se, sendo duramente reprimidos pelas forças de segurança.

A indignação no Irão pela morte de Mahsa Amini provocou a maior onda de protestos contra o Governo desde as manifestações contra o aumento dos preços da gasolina de 2019, num país rico em petróleo.

O Irão, treinado por Carlos Queiroz, está integrado no Grupo B do Mundial2022, juntamente com Inglaterra, Estados Unidos e País de Gales, tendo estreia marcada para segunda-feira, diante dos ingleses.

MO/AJC // NFO

By Impala News / Lusa

Impala Instagram


RELACIONADOS