Material apreendido em casa de Bruno de Carvalho está a ser analisado e pode ajudar na investigação

O despacho de acusação do Ministério Público revela escassez de provas sobre a real participação de Bruno de Carvalho no ataque a Alcochete e o material informático apreendido pode ser importante para a investigação.

Material apreendido em casa de Bruno de Carvalho está a ser analisado e pode ajudar na investigação

Material apreendido em casa de Bruno de Carvalho está a ser analisado e pode ajudar na investigação

O despacho de acusação do Ministério Público revela escassez de provas sobre a real participação de Bruno de Carvalho no ataque a Alcochete e o material informático apreendido pode ser importante para a investigação.

Bruno de Carvalho está, desde a passada quinta-feira, em liberdade mas continua a ser investigado no âmbito do processo do ataque à Academia de Alcochete. O Ministério Público (MP) espera agora encontrar no material apreendido em casa do ex-presidente do Sporting CP material que substancie a participação do mesmo na invasão e agressões aos jogadores leoninos.

Material apreendido pode ser chave

Sete pens, um disco externo, dois computadores, três cartões de memória, três telemóveis, um passaporte e um cartão de cidadão. Foi este o material apreendido pela polícia nas diligências efectuadas no passado domingo em casa de Bruno de Carvalho aquando da sua detenção.

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Agora o MP espera encontrar nos equipamentos informáticos material que auxilie a investigação que está a ser realizada pelo Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) e que fundamente a participação de Bruno de Carvalho como um dos autores morais do ataque terrorista a Alcochete.

Bruno de Carvalho sabia de ataque e até o instigou ataques

É esta a ideia base do MP para a detenção de Bruno de Carvalho e respectiva acusação. Apesar de não ter participado, de forma física, nas agressões ao plantel e equipa técnica, o ex-presidente estava ao corrente de tudo o que se iria passar e até promoveu o ataque junto dos líderes da Juventude Leonina em conversas mantidas com Nuno Vieira Mendes, mais conhecido por Mustafá.

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Primeiro ataque terrorista em Portugal

Segundo a lei portuguesa, «É considerado terrorista o agrupamento de duas ou mais pessoas que, em actuação concertada, visem (…)intimidar certas pessoas, grupos de pessoas (….)mediante diversas formas de crime, como, por exemplo, crimes contra a vida, a integridade , a integridade física ou a liberdade das pessoas». Este é um dos crimes dos quais Bruno de Carvalho e os restantes arguidos estão acusados e pode significar uma pena até dez anos para todos os participantes na invasão à Academia de Alcochete.

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