Lufinha parte com destino às Caraíbas no “maior desafio” da carreira

O kitesurfer português Francisco Lufinha partiu hoje de Cascais, rumo às Caraíbas, onde prevê chegar dentro de quatro a seis semanas, a bordo de um trimaran movido apenas com energias limpas.

Lufinha parte com destino às Caraíbas no

Lufinha parte com destino às Caraíbas no “maior desafio” da carreira

O kitesurfer português Francisco Lufinha partiu hoje de Cascais, rumo às Caraíbas, onde prevê chegar dentro de quatro a seis semanas, a bordo de um trimaran movido apenas com energias limpas.

A Atlantic Mission consiste em tentar ir de Portugal continental às Caraíbas, naquele que é o “maior desafio” já enfrentado pelo português.

“A ideia de fazer esta travessia surgiu na minha última viagem, quando liguei os Açores a Lisboa. Quando estou no meio do mar muito tempo penso no que pode vir a seguir e foi aí que nasceu a ideia de ir até às Caraíbas”, disse Francisco Lufinha, detentor de três recordes mundiais de kitesurf.

Depois de se ter destacado no kitesurf, Lufinha percebeu que tinha atingido o limite e, por isso, decidiu juntar o kite ao barco à vela, onde começaram as suas aventuras no mar.

“Como sou velejador de origem e comecei no kite em 2001, resolvi juntar os dois, porque já não havia forma de fazer distâncias maiores. Trouxe o kite para o barco, numa tecnologia que ainda está em evolução”, sublinhou o kitesurfer.

Já com várias travessias no currículo, entre as quais a ligação do continente à Madeira, em 2015, Lufinha assume que este desafio é “mais exigente”.

“É um projeto que levou muito tempo a erguer, muita fé e muito suor. Há dois anos que estamos a preparar esta viagem, mas mesmo assim gostava de ter mais dez dias para testar. É muito mais exigente do que qualquer outra que fiz. Fisicamente, é ‘hardcore’ e psicologicamente vai exigir muito de mim”, perspetivou o português, que detém desde 2015 o recorde mundial da maior viagem de kitesurf sem paragens.

Num percurso de 6.700 quilómetros “sem paragens”, o trimaran que veio de França e cuja cabina foi depois construída em Portugal, tem como principal característica não ter qualquer motor.

“A lógica deste barco foi a de reutilizar. Para isso, fui buscar os três cascos a um trimaran a França e desenhei uma cabine. O mais difícil foi a conversão de um barco à vela em kite. São 600 metros de linhas para gerar energia e puxar o barco. É tudo uma invenção, mas esta Atlantic Mission é isto mesmo: inovar e arrojar só com energias limpas”, sublinhou Lufinha, a bordo da embarcação, que, além do kite, está equipada com painéis solares e um hidrogerador.

O destino desta viagem, que tem uma duração prevista de seis semanas, no máximo, é a ilha de Martinica, nas Caraíbas. Pelo meio, estão previstas paragens nas Canárias, Madeira e Cabo Verde.

A Atlantic Mission consiste em tentar ir de Portugal continental às Caraíbas, saindo de Lisboa, num percurso de 6.700 quilómetros, “sem paragens”.

De 2013 a 2017, Lufinha percorreu um total de 3.372 quilómetros em kitesurf nos quatro desafios extremos que realizou ao ligar o território nacional por mar. Assim, esta missão, só por si, envolve a navegação de cerca de 6.700 quilómetros, quase o dobro do total percorrido até à data.

 

BYD // RPC

By Impala News / Lusa

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