E-Toupeira: Ex-árbitro diz que foi ameaçado e perseguido até Benfica sair do processo

António Perdigão da Silva garante que foi “perseguido” e “insultado” depois de ter sido tornado público que fora um dos profissionais cujos dados foram acedidos e partilhados indevidamente.

E-Toupeira: Ex-árbitro diz que foi ameaçado e perseguido até Benfica sair do processo

E-Toupeira: Ex-árbitro diz que foi ameaçado e perseguido até Benfica sair do processo

António Perdigão da Silva garante que foi “perseguido” e “insultado” depois de ter sido tornado público que fora um dos profissionais cujos dados foram acedidos e partilhados indevidamente.

O ex-árbitro e comentador do Porto Canal, António Perdigão da Silva, disse nesta quarta-feira em tribunal que, até a SAD do Benfica sair do caso E-Toupeira, por não ter sido pronunciada por corrupção, viu a sua vida virada ao contrário com ameaças e insultos. De acordo com o Ministério Público (MP), o árbitro foi um dos elementos a quem Paulo Gonçalves, à data assessor jurídico da SAD do Benfica, pediu a um funcionário judicial para ‘sacar’ informações pessoais. “Só quando o Benfica saiu do processo — o que não concordo e fico triste e indignado — é que deixei de ser insultado e perseguido”, afirmou.

«Um familiar foi despedido porque os patrões eram do Benfica»

A juíza Ana Paula Conceição quis perceber se essas “ameaças” e “insultos” se resumiam às redes sociais. O antigo árbitro respondeu que não e deu alguns exemplos: alegou que que lhe partiram a porta da casa, que sofria insultos “na rua, em restaurantes, em supermercados”, dizendo que ele era corrupto. “A minha família foi perseguida, um familiar próximo que foi despedido porque os patrões eram do Benfica”, contou. “Ainda hoje vizinhos insultam-me, como se para mim a vitória do Benfica fosse uma afronta. Estou desempregado há dois anos […] não me dão emprego porque me dizem, olhos nos olhos, que não aceitam afrontas ao Benfica. Até prejuízo financeiro sofro”, disse.

Informações confidenciais a troco de bilhetes

O julgamento do caso E-Toupeira arrancou no final de setembro. Paulo Gonçalves, pelos crimes de corrupção, violação do segredo de justiça, violação do segredo de sigilo e acesso indevido; o funcionário judicial José Augusto Silva pelos mesmos crimes, e ainda por peculato; e o funcionário Júlio Loureiro pelo crime de corrupção passiva são os três arguidos deste megaprocesso. De acordo com a acusação do MP, Paulo Gonçalves terá solicitado a estes funcionários judiciais que lhe transmitissem informações sobre inquéritos, a troco de bilhetes, convites e camisolas do clube encarnado.

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