Catarina Lopes vai treinar equipa de futebol masculina do Beneditense

Catarina Lopes vai treinar o Beneditense com o desafio de manter a equipa da Associação de Futebol de Leiria na Divisão de Honra, tendo de recuperar oito pontos nos 15 que ainda faltam disputar.

Catarina Lopes vai treinar equipa de futebol masculina do Beneditense

Catarina Lopes vai treinar equipa de futebol masculina do Beneditense

Catarina Lopes vai treinar o Beneditense com o desafio de manter a equipa da Associação de Futebol de Leiria na Divisão de Honra, tendo de recuperar oito pontos nos 15 que ainda faltam disputar.

“Os objetivos são claros: garantir a manutenção e conquistar um lugar na final. Se não acreditasse, não tinha aceitado o convite para assumir o cargo. São dois meses que vão garantir muito trabalho, compromisso e atitude da minha parte, das pessoas que trabalham comigo e dos jogadores”, disse à agência Lusa a até aqui coordenadora do futebol de formação da Associação Beneditense de Cultura e Desporto (ABCD).

A cinco jornadas do fim, o emblema sediado na freguesia alcobacense da Benedita segue na 15.ª e penúltima posição, com 18 pontos, a oito da zona de salvação, e já não vence há nove encontros, que perfazem a pior sequência de sempre dos ‘canarinhos’ naquela prova.

Por outro lado, o Beneditense discutirá com o líder Marinhense uma das meias-finais da Taça da Divisão de Honra, competição na qual a ABCD triunfou por duas vezes nos últimos três anos, em 2015/16 e 2017/18.

Na sequência da derrota consentida no domingo em Figueiró dos Vinhos, por 3-2, o treinador Rui Agostinho colocou o lugar à disposição e Catarina Lopes, de 24 anos, aceitou tornar-se a primeira mulher a orientar um clube no futebol distrital leiriense, comandando uma equipa técnica formada por mais três elementos femininos.

“Não importa o género do treinador, mas a competência. De certa forma, os jogadores já me conhecem. Sou uma cara do clube, faço parte da coordenação e penso que a aceitação como treinadora vai ser positiva, porque temos criado boas relações ao longo do tempo. Mais do que gostarem de mim, quero que me respeitem e estejam comigo nas opções para estas finais que vamos ter”, explicou.

Natural de Alcobaça, Catarina Lopes começou a praticar futebol na ABCD aos seis anos, alinhando, depois, nas equipas de futsal do Ribafria e dos Vidais, antes de voltar aos relvados para jogar pelo A-dos-Francos, em 2011/12, ainda com idade de juvenil.

Numa primeira fase, a defesa envergou a camisola caldense em cinco épocas, durante as quais chegou à seleção portuguesa de sub-19, apontando dois golos nas 15 internacionalizações somadas pela equipa das ‘quinas’ entre 2013 e 2015.

Em 2016/17, sagrou-se campeã nacional e venceu a Taça de Portugal pela formação principal do Sporting, numa temporada que assinalou o regresso dos ‘leões’ ao futebol feminino.

Depois de Alvalade, Catarina regressou às Caldas da Rainha no início da última época, representando o nono classificado do escalão máximo do futebol feminino português, ao mesmo tempo que colabora com o Beneditense na qualidade de treinadora da equipa masculina de iniciados.

Em paralelo com a carreira desportiva, a técnica encarou como “prioridade” a sua formação académica, tendo concluído a licenciatura em Treino Desportivo na Escola Superior de Desporto de Rio Maior e o mestrado em Educação Física na Faculdade de Motricidade Humana, em Lisboa.

Em declarações à Lusa, o presidente da ABCD defende que a opção por Catarina Lopes, curiosamente filha do líder do clube, era a “solução mais lógica”, tendo em conta o perfil e o trabalho desempenhado nos últimos quatro anos, pelo que não houve espaço para “hesitações”.

Até ver, Luís Lopes recusa integrar a treinadora nas perspetivas de longo prazo do clube, uma vez que Catarina pretende continuar a evoluir na principal liga feminina do país e até já dispôs de “um convite ou dois” de equipas primodivisionárias para ser adjunta a partir da próxima época.

“Se calhar é das primeiras mulheres a assumir uma equipa de homens no futebol sénior. Pode ser bom ou mau, mas é sempre uma mudança. A Catarina não é uma pessoa de barreiras nem tem medo de assumir as situações. Se as coisas não correrem como esperamos e ela pensar noutros caminhos, não lhe vou querer cortar as pernas”, garantiu o dirigente máximo ‘canarinho’, que não atira “a toalha ao chão” na luta pela permanência.

RZTF // VR

By Impala News / Lusa

Impala Instagram


RELACIONADOS