Bruno de Carvalho afirma que «era fácil ter colocado os jogadores em segurança»

No final da primeira sessão do julgamento do Ataque à Academia de Alcochete, que decorreu esta segunda-feira, 18 de novembro, Bruno de Carvalho revelou aos jornalistas que teria sido fácil manter os jogadores em segurança.

Bruno de Carvalho afirma que «era fácil ter colocado os jogadores em segurança»

No final da primeira sessão do julgamento do Ataque à Academia de Alcochete, que decorreu esta segunda-feira, 18 de novembro, Bruno de Carvalho revelou aos jornalistas que teria sido fácil manter os jogadores em segurança.

«Aquilo que eu gostava de provar é que a partir do momento que se verifique que as pessoas foram avisadas, era possível colocar os jogadores em segurança. Mas para isso, é preciso que o coletivo de juízes tenha conhecimento daquilo que é a academia e da facilidade que teria sido colocar os jogadores em segurança. E aí, de certeza que não é uma responsabilidade que possam acercar ao ex-presidente da direção da SAD», garante Bruno de Carvalho. «Se calhar o responsável [pela segurança] tem de responder porquê», lança na primeira sessão do julgamento relativo ao ataque à Academia do Sporting.

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Advogado de Bruno de Carvalho diz: «Finalmente sinto que a lei está a ser aplicada»

«Finalmente sinto que a lei está a ser aplicada. Correu tudo bem», diz o advogado do Bruno de Carvalho. «Houve um cidadão que decidiu falar o dia todo, que ficou horrorizado com aquilo [ataque à Academia]. Não é por acaso que peço a reconstituição de factos de algo que ninguém viu. Foi um dia bem passado. Um coletivo de juízes que respeita e se dá ao respeito. Tenho por hábito colocar os meus constituintes a falarem depois de a prova estar constituída. Não me senti prejudicado, nem beneficiado com as declarações dele», indica Miguel Fonseca, referindo que é sempre importante o que se diz dentro do tribunal. «Ainda bem que senhor Bruno Jacinto referiu que nunca ouviu ninguém dizer ‘façam o que quiserem aos jogadores’», remata o advogado.

Bruno Jacinto não consegue explicar motivo de não ter avisado PSP

O antigo oficial de ligações do Sporting assumiu ter conhecimento da ida de alguns membros da Juve Leo à Academia de Alcochete, mas não consegue explicar o motivo de ter dito a um agente da PSP que não sabia se alguém iria à Academia, quando já tinha sido avisado. Relativamente à alegada frase – «façam o que quiserem» – que Bruno de Carvalho terá dito a Mustafá-, Jacinto revela que não falou diretamente com o líder da claque e que ouviu apenas uma conversa entre este e Fernando Mendes.

Bruno de Carvalho dispensado das próximas sessões

O advogado do ex-presidente leonino pediu que este fosse dispensado das próximas sessões do julgamento. «Quero pedir a dispensa do Bruno de Carvalho nas próximas sessões, uma vez que não tem meio de transporte. Tem ocupação profissional, duas horas de manhã, duas de tarde. Obviamente que estará presente quando entenderem que deve», referiu Miguel Fonseca.

A juíza autorizou a dispensa, pedindo apenas que Bruno de Carvalho esteja presente no dia das alegações do Ministério Público. Além de Bruno de Carvalho, outros 20 arguidos não terão de marcar presença em tribunal.

Texto: Sílvia Abreu | WiN

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