Benfica ‘despede-se’ de Pizzi que leva o clube “no coração”

O Benfica ‘despediu-se’ hoje do médio internacional português Pizzi, a quem agradeceu o percurso, com papel importante na conquista de 10 troféus, quatro campeonatos, uma Taça de Portugal, duas Taças da Liga e três Supertaças.

Benfica 'despede-se' de Pizzi que leva o clube

Benfica ‘despede-se’ de Pizzi que leva o clube “no coração”

O Benfica ‘despediu-se’ hoje do médio internacional português Pizzi, a quem agradeceu o percurso, com papel importante na conquista de 10 troféus, quatro campeonatos, uma Taça de Portugal, duas Taças da Liga e três Supertaças.

“Médio representou o Benfica desde 2014/15, tendo efetuado 360 jogos oficiais e apontado 94 golos que contribuíram para 10 troféus conquistados”, assinala o Benfica, que historia o percurso do jogador, acompanhado de uma entrevista. Com os troféus colocados no centro do relvado do Estádio da Luz, Pizzi lembrou, com emoção, essas conquistas, e as alegrias que proporcionaram, com muitos golos e assistências. “Foram oito anos bons para mim e para o clube. O sentimento é mútuo, dei muito ao clube dentro de campo e o clube também sempre me ofereceu todas as condições para melhorar a cada dia. Acho que vai ficar para sempre no meu coração”, disse o médio à BTV.

O internacional luso lembrou também o início da presente época, com o treino aberto que colocou mais de 23 mil adeptos no Estádio da Luz, numa demonstração do que é o Benfica, e da “mística” que os benfiquistas transmitem. “Quero que recordem o Pizzi como o jogador que ajudou a conquistar todos estes títulos. Fui mais um a tentar ajudar e remar para o bem deste clube, é assim que quero ser recordado para sempre”, acrescentou o jogador.

No percurso, com 360 jogos e 94 golos em sete épocas e meia, Pizzi elege a época de 2018/19, iniciada por Rui Vitória e terminada com Bruno Lage, como a que mais o marcou, com uma recuperação que levou ao título de campeão. “Começámos mal, tivemos o despedimento do treinador, que nunca é bom para um clube, e com a entrada do míster Bruno Lage foi a viragem, um momento muito importante para mim. Sentia-me muito bem a jogar e para o clube foi um título especial”, explicou.

Pizzi numa equipa conta Carvalhal, Adrien e Fábio Martins

A saída para os Emirados Árabes Unidos surge depois de o jogador, de 32 anos, que ainda tinha contrato com o Benfica até ao final da época 2022/23, não entrar nos planos do novo treinador os ‘encarnados’, o alemão Roger Schmidt. Já na última época, Pizzi tinha sido emprestado em fevereiro aos turcos do Basaksehir, numa temporada em que não teve a importância de outras e na qual foi notícia por ter entrado em discussão com a equipa técnica de Jorge Jesus, despedido ainda em dezembro.

No Benfica, Pizzi, 17 vezes internacional ‘AA’ e com três golos marcados, esteve sete épocas e meia, num percurso que lhe deu a maioria dos troféus da sua carreira. O médio foi também eleito o melhor jogador do campeonato português em 2016/17. Pizzi fez a formação no Mãe D’Água e no Bragança, de onde é natural, antes de representar, ainda nos juniores, o Sporting de Braga, que o emprestou ao Ribeirão, Sporting da Covilhã e Paços de Ferreira. Em 2011/12, o Sporting de Braga transferiu o jogador para o Atlético de Madrid, que nas épocas seguintes o emprestou ao Deportivo da Corunha e ao Espanyol, até chegar ao Benfica em 2014/15. No Al Wahda, equipa que na última época foi terceira classificada no campeonato dos Emirados Árabes Unidos, Pizzi vai encontrar os também portugueses Rúben Canedo, Adrien Silva e Fábio Martins.

 

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