Plano de ataque à Academia envolvia caçadeiras para «arrancar cabeças» aos jogadores

Plano de ataque à Academia envolvia caçadeiras para «arrancar cabeças» aos jogadores

Surgem novos elementos na investigação do DIAP ao ataque à Academia de Alcochete. Segundo o despacho final de acusação do Ministério Público, os agressores falam até no uso de caçadeiras.

O ataque à Academia de Alcochete, no passado dia 15 de maio, começou a ser planeado dias antes e após a derrota do Sporting na visita ao terreno do Marítimo.

Após o final do jogo, os membros da claque da Juve Leo que se deslocaram à Madeira apuparam e insultaram os jogadores, tendo o médio argentino Acuña respondido aos insultos e mostrando o seu desagrado com a falta de apoio dos adeptos.

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Foco específico em Acuña, Patrício e William

Mensagens trocadas entre elementos da claque no WhatsApp (aplicação de mensagens telefónica) mostram que o plano começou a ser desenhado a partir do apito final do derradeiro jogo do campeonato. Acuña, Patrício, William e Battaglia eram os jogadores mais criticados e muitos dos elementos agora detidos afirmaram que desejavam «bater» nos internacionais portugueses e argentinos

 

Jorge Jesus e até Paulinho eram alvos

O ex-treinador do clube de Alvalade também era um dos visados pelos agressores que criticavam a postura do técnico português no banco de suplentes. «Eu quero bater neles e no Jesus também, parecia que estava na praia deitado f***-se. Inadmissível, um orientador do Sporting deitado num jogo, f***-se epá”, escreveu Filipe Alegria, um dos arguidos que está em prisão preventiva. O mesmo Filipe Alegria diz que «Acuña também as mama… Levam todos, até o Paulinho».

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Caçadeira para «arrancar cabeça» na Academia

O clima de violência e a preparação do terror que viria a ser vivido na Academia de Alcochete é contínuo ao longo da extensa troca de mensagens. Para participar na invasão e nas agressões houve até quem tenha metido folgas no seu trabalho.

Uma das mensagens entre os agora arguidos revela até onde os membros da Juve Leo estavam dispostos a ir nas agressões e no ataque terrorista perpetuado em Alcochete. João Gonçalves revela que leva uma caçadeira consigo para, segundo ele, «arrancar a cabeça ao f**** da p*** do Acuña.

 

 

 

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