Salesianos do Estoril mantêm portas abertas apesar de surto de covid-19

Salesianos do Estoril confinam alunos e professores que contactaram com colegas infetados e aguardam que autoridades de Saúde indiquem medidas a tomar. Pais querem o colégio fechado.

Salesianos do Estoril mantêm portas abertas apesar de surto de covid-19

Salesianos do Estoril mantêm portas abertas apesar de surto de covid-19

Salesianos do Estoril confinam alunos e professores que contactaram com colegas infetados e aguardam que autoridades de Saúde indiquem medidas a tomar. Pais querem o colégio fechado.

Pais, alunos e vários elementos do corpo docente do colégio Salesianos do Estoril exigem encerramento imediato do estabelecimento de ensino depois de dezenas de casos ativos de covid-19. Fonte da DGS diz-nos que “sendo o caso tão grave, não se percebe como é que o deixaram chegar a este ponto”. Acrescenta ainda que, “devendo o delegado de Saúde intervir de imediato”, “o colégio [que é privado] não precisa de esperar por uma ordem mais drástica das autoridades, que, ao que parece, agora deverá ter de ser tomada, para quebrar de imediato a cadeia de contágios”.

O número de infetados nos Salesianos “é crescente” e atinge, de acordo com comunicado da direção dos Salesianos do Estoril, “as turmas do 3.º D, 8.º E, 9º C, 10.º C, 12.º C1, 12.º D e um grupo de alunos do 12.º C”, que “entraram em isolamento profilático”. Também “a equipa sénior de hóquei em patins, um grupo de atletas de vólei e outro de futebol, após contacto com colegas que testaram positivo para a covid-19” entraram em isolamento.

Para além disso, sabemos que “um docente do 3.º ciclo, um treinador de futebol e um atleta de basquetebol testaram positivo”, embora os contactos tenham sido considerados de “baixo risco”. Há ainda registo de “mais alunos que testaram positivo”, mas que, “depois de analisadas as datas relativas à presença na escola, à manifestação de sintomas e à realização do teste, “a Direção-Geral de Saúde declarou que a escola não tinha de adotar medidas adicionais”, lê-se no comunicado.

A responsabilidade para tal é, no entanto, da Delegação de Saúde daquela área e não da DGS, nem sequer da ARS de Lisboa e Vale do Tejo. “É ao delegado de Saúde que cabe decidir sobre este caso, e não à Direção-Geral de Saúde”, diz-nos fonte da DGS. Da ARS de Lisboa e Vale do Tejo, que também contactámos, ainda não obtivemos resposta.

“As turmas foram sempre informadas das ocorrências em tempo útil”, pode ainda ler-se no comunicado do colégio a que tivemos acesso, e, já nesta sexta-feira, 15 de janeiro, a escola foi informada de “dois novos casos positivos: um aluno do 5.º F e um treinador estagiário de futebol”, “de imediato reportados à autoridade de saúde sanitária que ainda não indicou que medidas terá a escola de adotar”.

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