Estudo identifica níveis alarmantes de fadiga pandémica nas mulheres

O estudo teve início em novembro, na sequência do conceito de fadiga pandémica lançado pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Estudo identifica níveis alarmantes de fadiga pandémica nas mulheres

Estudo identifica níveis alarmantes de fadiga pandémica nas mulheres

O estudo teve início em novembro, na sequência do conceito de fadiga pandémica lançado pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

 

 Níveis alarmantes de fadiga pandémica foram detetados num estudo que está a ser realizado junto da população portuguesa e que inclui diferentes fases de confinamento para conter o contágio por covid-19, disse à agência Lusa a coordenadora.”São alarmantes, sobretudo quando queremos comunicar às pessoas que vão continuar ou confinadas e a terem de cumprir muitas medidas restritivas”, afirmou Ivone Patrão , do ISPA-Instituto Universitário.

No âmbito do projeto PsiQuaren10, foi desenvolvido um inquérito online: 82,2% dos inquiridos revelaram níveis de fadiga pandémica moderada ou elevada/severa.

O estudo teve início em novembro, na sequência do conceito de fadiga pandémica lançado pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

“Olhando para aquilo que acontece na segunda vaga e nesta terceira há diferenças, porque numa estamos num confinamento parcial e noutra estamos num confinamento total e há uma variável aqui que discrimina a forma como as pessoas se sentem”, explicou a coordenadora do trabalho.

Mais cansaço entre janeiro e fevereiro

As pessoas mostraram-se “mais cansadas, com níveis superiores de fadiga pandémica ” em janeiro e fevereiro.

De acordo com os resultados apresentados, estar em isolamento/quarentena, considerar o teletrabalho mais cansativo, sentir que as notícias sobre a pandemia de covid-19 têm um impacto negativo sobre o próprio e ter amigos/familiares que testaram positivo contribuíram para níveis superiores de fadiga pandémica.

“Temos de saber comunicar bem e de uma forma que seja eficaz para pessoas que já estão cansadas e desgastadas, com todo o tempo que esta pandemia já leva”, defendeu. “Este é um dado preocupante”, acrescentou.

Por outro lado, referiu Ivone Patrão, ao estarem mais vulneráveis, as pessoas têm mais dificuldade nas tomadas de decisão, seja para a sua própria saúde ou dos que lhes estão próximos. “Seja até para decisões da sua vida quotidiana”, exemplificou a psicóloga.

“É um facto que temos de tratar da saúde física dos portugueses, mas temos de tratar também da saúde mental”, sustentou. Para Ivone Patrão, a saúde mental é uma área que vai precisar de investimento e de “intervenção à medida”.

“É importante que se saiba que um dos fatores que está aqui por trás é esta questão da fadiga pandémica”, alertou especialista.

O desafio será também saber comunicar com pessoas em fadiga pandémica, para que continuem a aderir a medidas preventivas. “A forma tem de ser outra, tem de ser pelo exemplo positivo, valorizar todos os esforços que as pessoas estão a fazer”, preconizou.

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