Covid-19: Vietname deteta variante que mistura estirpes indiana e britânica

O ministro da Saúde do Vietname, Nguyen Thanh Long, anunciou a deteção no país de nova variante do vírus SARS-CoV-2, que provoca a covid-19, que mistura mutações originalmente detetadas na Índia e no Reino Unido.

Covid-19: Vietname deteta variante que mistura estirpes indiana e britânica

Covid-19: Vietname deteta variante que mistura estirpes indiana e britânica

O ministro da Saúde do Vietname, Nguyen Thanh Long, anunciou a deteção no país de nova variante do vírus SARS-CoV-2, que provoca a covid-19, que mistura mutações originalmente detetadas na Índia e no Reino Unido.

“Mais especificamente, trata-se da variante indiana com mutações que originalmente pertencem à variante britânica“, explicou o ministro, em declarações citadas por um meio de comunicação oficial. A nova variante foi descoberta a partir da investigação da sequência do genoma do vírus em algumas novas infeções na Indochina, explicou o ministro, dizendo que ela pode ser mais infecciosa e resistente do que as variantes anteriores. O Vietname registou a sua mais grave vaga de infeções nas últimas semanas, atingindo números recordes de novos casos diários, o que preocupa as autoridades, que até agora conseguiram conter a disseminação do novo coronavírus que provoca a doença covid-19.

Desde o início da quarta vaga, em 27 de abril, o Vietname registou cerca de 3.600 infeções na comunidade, para um total de 6.396 casos desde o início da pandemia, que provocaram 47 mortes. O sucesso do Vietname na contenção da disseminação do vírus não foi replicado na campanha de vacinação, que está a avançar lentamente, com pouco mais de um milhão de vietnamitas inoculados, numa população de 96 milhões.

O regime comunista de Hanói limitou-se a apontar os problemas de abastecimento do mercado internacional para justificar a lentidão na compra de vacinas. A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 3.513.088 mortos no mundo, resultantes de mais de 168,9 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP. A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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