Covid-19: DGS diz que há 28 surtos ativos em hospitais

A diretora-geral da Saúde avançou hoje que há 28 surtos ativos de covid-19 em hospitais, com 326 casos envolvidos, e situações de doentes que foram infetados quando estavam internados.

Covid-19: DGS diz que há 28 surtos ativos em hospitais

Covid-19: DGS diz que há 28 surtos ativos em hospitais

A diretora-geral da Saúde avançou hoje que há 28 surtos ativos de covid-19 em hospitais, com 326 casos envolvidos, e situações de doentes que foram infetados quando estavam internados.

A diretora-geral da Saúde avançou hoje que há 28 surtos ativos de covid-19 em hospitais, com 326 casos envolvidos, e situações de doentes que foram infetados quando estavam internados.

“Não quer dizer que todos sejam surtos de grandes dimensões”, porque “bastam dois casos ligados entre si para se considerar um surto”, explicou Graça Freitas na conferência regular de atualização dos números da pandemia de covid-19 em Portugal.

Questionada sobre o número de contágios de infeção pelo vírus SARS-CoV-2 em meio hospitalar, uma vez que tem havido alguns relatos de casos, nomeadamente de mortes, Graça Freitas disse ter conhecimento de “algumas situações”, mas não dados concretos.

“Temos que fazer opções às vezes muito críticas”, afirmou, explicando que neste momento estão “todos concentrados em identificar doentes, em acompanhar e tratar doentes, identificar os seus contactos e em quebrar cadeias de transmissão”.

“Não podemos estar a sobrecarregar demasiado os médicos e enfermeiros e as pessoas que têm que fornecer dados para estes sistemas de informação e saber tudo ao milímetro”, sustentou.

Graça Freitas observou que “as máquinas tratam de fazer as contas, mas quem insere os dados são as pessoas que estão a tratar simultaneamente os doentes a fazer os inquéritos epidemiológicos”.

Mas será uma informação que irá ser conhecida “a seu tempo” porque “é muito importante” fazer um balanço sobre os doentes que estando internados por outras causas tiveram uma infeção hospitalar por covid-19, assegurou.

Na conferência de imprensa, as autoridades de saúde foram também questionadas sobre as declarações do presidente da Área Metropolitana do Porto que, em entrevista à rádio Renascença, disse que o não cumprimento do desfasamento de horários de trabalho e a ocupação excessiva dos transportes públicos estaria na origem do aumento de casos na região Norte.

A reposta foi dada pelo secretário de Estado da Saúde, Diogo Serra Lopes, que afirmou que a indicação que tem até agora é que “a maioria dos contágios não ocorre na utilização de transportes públicos nem em nada que se pareça, mas sim em contexto familiar e eventos sociais.

“Mas de qualquer continuaremos a monitorizar a aplicabilidade das regras que foram que foram criadas”, sublinhou Diogo Serra Lopes.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 1,1 milhões de mortos e mais de 40,8 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 2.229 pessoas dos 106.271 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

 

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