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Suspeito de rapto em Grândola tentou asfixiar ex-companheira quando PJ entrou na casa

O diretor da Polícia Judiciária de Setúbal disse à Lusa que o suspeito de rapto de uma mulher em Grândola tentou asfixiar a ex-companheira quando se apercebeu de que a polícia lhe estava a entrar em casa.

Lisboa, 06 jan (Lusa) — O diretor da Polícia Judiciária de Setúbal disse hoje à Lusa que o suspeito de rapto de uma mulher em Grândola tentou asfixiar a ex-companheira quando se apercebeu de que a polícia lhe estava a entrar em casa.


“Fomos nós que lhe tirámos a mulher das mãos quando estava a tentar asfixiá-la com uma fita de plástico. A mulher está mal, foi assistida no local por uma equipa do INEM [Instituto Nacional de Emergência Médica], mas espero que consiga recuperar”, disse à agência Lusa o diretor da Polícia Judiciária (PJ), Vítor Paiva.


O diretor da PJ de Setúbal adiantou que “o suspeito, quando se apercebeu de que estava iminente a intervenção da polícia na sua habitação, tentou asfixiá-la com uma fita de plástico”.


Uma outra fonte da PJ contou à Lusa que as autoridades viram-se obrigadas a uma intervenção musculada para deter o suspeito, o qual, depois de perceber as movimentações no exterior da casa, barricou-se no seu interior, fechou três portas e colocou móveis à frente para impedir a sua abertura.


A mulher que estava desaparecida desde o início desta semana na zona de Grândola, distrito de Setúbal, foi hoje encontrada hoje com vida, na companhia do ex-companheiro, “mas maltratada”, segundo fonte da PJ.


Vítor Paiva disse que a PJ acreditava que, “mais tarde ou mais cedo, o suspeito regressaria a casa ou já estaria lá”, salientando que pessoas e casas estavam a ser vigiadas há vários dias.


“Estamos convencidos de que esta mulher acabaria por ser vítima de um homicídio sob qualquer pretexto, e o suspeito acabou por dar razão a esta convicção ao tentar asfixiá-la quando se apercebeu do movimento tático/policial para entrar em casa”, sublinhou.


Segundo o diretor, a PJ percebeu que o suspeito estava no interior da habitação, em Azinheira de Barros, no concelho de Grândola, e acabou por detê-lo cerca das 07:00 de hoje.


Vítor Paiva adiantou que a PJ vai agora tentar reconstituir tudo o que o suspeito e a ex-companheira fizeram nos últimos dias e investigar a passagem de uma viatura nos pórticos da Via Verde de Boliqueime e Tavira, no Algarve.


O diretor da PJ de Setúbal disse ainda que não foi encontrada a viatura roubada e usada para abalroar o carro da mulher.


Segunda a PJ, a mulher foi encontrada na casa no concelho de Grândola e o ex-companheiro, de quem a polícia suspeitava, foi detido.


O desaparecimento da mulher residente na zona de Grândola estava a ser investigado pela Polícia Judiciária.


A fonte da Polícia Judiciária de Setúbal indicou à agência Lusa que foram alertados na segunda-feira para o desaparecimento de uma mulher, de 37 anos, que foi trabalhar e não regressou à hora habitual, tendo sido encontrado o veículo em que se fazia transportar.


“O desaparecimento ocorreu em circunstâncias não muito vulgares, o que pode levantar a suspeita de crime”, adiantou então a fonte da PJ.


A investigação do caso estava a ser efetuada pela PJ de Setúbal, depois do desaparecimento da mulher ter sido participado no Destacamento Territorial de Grândola da GNR.




GR (JPS/JGS) // JPS


Lusa/Fim


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