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“Quase metade” dos apoios ao investimento privado foi para o Norte em 2016 — Ministro

O ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, disse hoje que “quase metade” dos apoios ao investimento privado em 2016 foram dirigidos ao Norte, elogiando assim a região por demonstrar “uma dinâmica económica muito forte”.

Vila Nova de Gaia, Porto, 30 dez (Lusa) – O ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, disse hoje que “quase metade” dos apoios ao investimento privado em 2016 foram dirigidos ao Norte, elogiando assim a região por demonstrar “uma dinâmica económica muito forte”.


Pedro Marques falava na cerimónia de assinatura do memorando de entendimento relativo à manutenção da ponte do Infante, que faz a travessia entre as cidades do Porto e de Gaia, tendo aproveitado para fazer o balanço de 2016, um ano que disse ter sido “bom para o país, bom para a região Norte e bom para a Área Metropolitana, consequentemente”.


“Queremos acompanhar a dinâmica económica da região Norte. Quase metade dos apoios ao investimento privado que fizemos aprovar este ano ou pagamentos que fizemos já por conta da realização de investimentos foram dirigidos à região Norte”, referiu o governante.


O ministro também se mostrou “impressionado” com os “espetaculares” resultados do aeroporto do Porto: “Foram atingidos nove milhões de passageiros. As três principais companhias a operar no Porto cresceram no ano 2016 o que já não acontecia há alguns anos e isso foi acentuado por causa do segundo semestre do ano, o que nos deixa boas perspetivas para 2017”, referiu.


Pedro Marques abordou vários projetos e “consensos” em matérias e questões ligadas ao Norte do país, destacando o início “importantíssimo” da renovação da Linha do Norte, bem como a eletrificação da Linha do Minho.


Já à margem da sessão, e ladeado pelos presidentes das câmaras do Porto e de Gaia, quando questionado sobre a requalificação da Estação de São Bento, o ministro do Planeamento e das Infraestruturas garantiu que nada será feito à revelia da câmara local.


“Estamos a trabalhar com grande proximidade com a autarquia e em particular com a SRU [Sociedade de Reabilitação Urbana]. (…)Um trabalho desta natureza na zona histórica, na zona mais importante da cidade, nunca aconteceria contra a câmara do Porto ou contra as entidades que têm responsabilidades sobre o património. Fá-lo-emos sempre, era o que faltava, em articulação”, disse.


Já sobre o projeto para o tabuleiro inferior da ponte Luiz I, que também liga Gaia e Porto, Pedro Marques considerou que esse dossiê “não tem a complexidade” que tinha o da ponte do Infante, revelando ter “o melhor espírito positivo” e assegurando que “também serão encontradas soluções em conjunto”.


Sobre a ponte do Infante, foi hoje assinado um memorando de entendimento que define as competências das câmaras e da Infraestruturas de Portugal, terminando um impasse de vários anos sobre quem tinha ou não responsabilidades sobre uma ponte inaugurada em março de 2003 que foi construída para substituir o tabuleiro superior da ponte Luiz I, que passou a ser utilizado pelo metro.


Na mesma sessão quer o presidente da câmara de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, quer o homólogo do Porto, Rui Moreira, sublinharam o “diálogo que a constituição da Frente Atlântica permitiu”.


A Frente Atlântica é uma estrutura que junta os municípios de Vila Nova de Gaia, Porto e Matosinhos.


Eduardo Vítor Rodrigues falou em “lógica de debate” e em colocar em cima da mesa “problemas comuns”.


Já Rui Moreira referiu que os municípios “puseram de lado rivalidades antigas” e “tomaram medidas de bom senso”.



PYT // JGJ


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